Eurocopa: Mbappé perde pênalti e França é eliminada pela Suíça; Espanha vai a prorrogação para bater Croácia

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Difícil não comparar a Eurocopa com a Copa América quando as duas estão sendo disputadas simultaneamente. Ontem, o Velho Continente demonstrou (mais uma vez) porque é dono do melhor futebol do mundo. Dá para comparar com a América do Sul: enquanto o Brasil poupa Neymar, tamanha a facilidade dos mesmos confrontos de sempre, e tem os gramados como principais rivais, a Europa entrega zebras como a Suíça, que surpreendeu ao eliminar a poderosa França, a atual campeã do mundo que era favorita ao título.

Aliás, o dia de ontem na Eurocopa foi saboroso para os fãs do bom futebol. Com apenas dois jogos (Espanha 5 x 3 Croácia e França 3 x 3 Suíça), foram 14 gols marcados. Na Copa América, com quatro jogos por rodada, o máximo alcançado foram dez. Claro, dias assim não são rotina, mas é curioso ver como gigantes europeus encaram desafios de verdade na preparação para a Copa do Mundo de 2022.

A Suíça, reformulada e melhor treinada do que a que disputou o Mundial da Rússia, em 2018, mostrou ao mundo o que é ter garra, mesmo quando a eliminação parece próxima. Teve pênalti defendido, virada relâmpago, golaço, recuperação, empate nos minutos finais e prorrogação.

Em Bucareste, o placar foi aberto para a Suíça com Seferovic e poderia ter ampliado com Rodríguez, que desperdiçou pênalti. Porém, a França reagiu em cinco minutos, de virada com dois gols de Karim Benzema. Paul Pogba ampliou e pareceria ter garantido a classificação francesa.

Até que Seferovic, aos 35 minutos da segunda etapa, e Gavranovic, aos 44, forçaram a prorrogação e os pênaltis. Na marca da cal, brilhou a estrela do goleiro Sommer, que defendeu a cobrança de Kylian Mbappé — um dos cotados a levar o prêmio de melhor do mundo se vencesse a Eurocopa.

— A decepção é gigantesca. Perdemos muitas chances no primeiro tempo e no segundo conseguimos reagir. Deixamos muitos espaços e não fizemos uma gestão boa da situação. O sabor amargo fica e é difícil ter lucidez para analisar. Faltou de tudo — analisou o zagueiro Raphael Varane.

A adversária da Suíça será a Espanha, que também sofreu, mas avançou. A partida em Copenhagen foi um misto de reações dos dois lados. Após abrir 3 a 1 no placar, os comandados de Luis Enrique viram a Croácia empatar para 3 a 3 faltando cinco minutos para o encerramento do tempo regulamentar e forçar a prorrogação. Porém, no momento decisivo, pesou o favoritismo espanhol para definir a vitória por 5 a 3.

Ainda teve lambança. Depois de sofrer um gol contra, de Pedri, em erro do goleiro Unai Simón, a Espanha virou para 3 a 1 com gols de Azpilicueta, Sarabia e Ferrán Torres. A Croácia empatou com gols de Orsic, aos 39 minutos do segundo tempo, e Pasalic, aos 46. Mas, na prorrogação, brilhou o jovem Dani Olmo, que deu os passes para os gols de Morata e Oyrzabal, garantindo a emocionante classificação.

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