Europa aprova vacinação de crianças de 12 a 15 anos e Japão prolonga estado de emergência

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A Agência Europeia de Medicamentos aprovou nesta sexta-feira (28) a vacinação de crianças de 12 a 15 anos com o imunizador anticovid da Pfizer/ BioNTech, enquanto o Japão estendeu o estado de emergência sanitária em parte do país até 20 de junho, um mês antes das Olimpíadas de Tóquio.

"Conforme planejado, o comitê de medicamentos para uso humano da EMA aprovou hoje o uso da vacina Pfizer/BioNTech para adolescentes entre 12 e 15 anos de idade", disse Marco Cavaleri, chefe de estratégia de vacinação da EMA, em uma coletiva de imprensa.

A comissária de Saúde da UE, Stella Kyriakides, aplaudiu a decisão da EMA e lembrou no Twitter que "além das decisões do governo, em última análise, esta decisão deve ser tomada pelos pais para seus filhos".

Diante de uma pandemia que não cessa, governos em todo o mundo optaram pela vacinação.

Mas nesta sexta-feira, o diretor para a Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS), Hans Kluge, disse à AFP que a pandemia não vai acabar até "atingirmos pelo menos 70% de vacinação" e lamentou que o percentual de vacinação na Europa continue "muito baixo".

- Japão estende restrições -

No Japão, onde a campanha de vacinação também está sendo muito lenta, o governo prorrogou nesta sexta-feira (28) o estado de emergência sanitária em boa parte do país até 20 de junho, ou seja, um mês antes do início dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que estão confirmados, apesar das dúvidas que provocam dentro e fora do país.

"O número de casos baixou desde meados do mês, mas a situação continua sendo incerta", declarou o primeiro-ministro Yoshihide Suga, ao anunciar a decisão.

Tóquio e outros nove departamentos do país, incluindo Osaka e Kioto (oeste), devem respeitar há várias semanas o estado de emergência, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes e estabelece o fechamento mais cedo dos locais. A medida terminaria em 31 de maio.

O governo japonês está sendo criticado criticado pela lentidão na campanha de vacinação - atualmente, menos de 2,5% da população está totalmente vacinada - e por sua insistência em manter os Jogos Olímpicos, que serão disputados de 23 de julho a 8 de agosto, que muitos percebem como um fator de risco.

Mas o comitê organizador insiste que os Jogos serão seguros e contarão com regras estritas para proteger os participantes e a população local.

As pesquisas mostram que a maioria da população japonesa é contrária ao evento, mas até o momento os protestos para pedir o cancelamento dos Jogos reuniram poucas pessoas.

- "Uma ameaça" -

Esta semana, o jornal japonês Asahi, o segundo mais vendido no país e um dos patrocinadores do evento, pediu o cancelamento dos Jogos porque são "uma ameaça para a saúde".

Duas associações médicas pediram o cancelamento dos Jogos para evitar um "desastre" ou que pelo menos sejam disputados sem a presença de torcedores, estrangeiros ou locais.

O Japão proibiu a presença de torcedores procedentes do exterior e vai tomar uma decisão em junho sobre a permissão ou não do público local.

O debate sobre a realização ou não dos Jogos também chegou às autoridades mundiais. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se declarou favorável à celebração e a União Europeia (UE) respaldou a manutenção do evento por considerá-lo um "símbolo da unidade mundial para vencer a covid-19".

Apesar das preocupações, o coronavírus afetou o Japão com menos força que outros países. O arquipélago registra 12.500 mortes por covid-19.

- Certificado digital europeu -

Em todo o mundo, a pandemia matou mais de 3,5 milhões de pessoas, de acordo com os balanços oficiais, e provocou quase 169 milhões de contágios.

A origem do coronavírus permanece um mistério, mas nesta sexta-feira a OMS indicou que ainda aguarda as recomendações de seus especialistas, depois que os Estados Unidos e a UE pressionaram para lançar uma nova investigação sobre a origem do vírus.

Por enquanto, “a OMS está examinando as recomendações do relatório sobre a origem do vírus” publicado no final de março, disse à AFP a porta-voz da entidade, Fadela Chaib.

A situação evolui de maneira diferente, de acordo com a região. Na Europa os países flexibilizam gradualmente as restrições, graças à vacinação e a chegada do verão.

O Reino Unido aprovou nesta sexta-feira a vacina de dose única da Janssen (Johnson & Johnson) contra o coronavírus, a quarta que será utilizada no país contra a pandemia, depois dos fármacos da Pfizer, AstraZeneca e Moderna.

Nesta sexta-feira, a Grécia, que depende muito do turismo, apresentou sua plataforma interativa do certificado digital europeu contra a covid-19, que será "uma das primeiras a ficar pronta" na UE, que começará a usar o mecanismo em 1º de julho.

Na América Latina, onde a pandemia provocou mais de um milhão de mortes, a situação é preocupante em países como Uruguai, Argentina e Paraguai.

Segundo um balanço da AFP, o Uruguai registrou 22 mortes para cada 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, seguido pelo Paraguai, com 19 mortes, e a Argentina. Como referência, Estados Unidos registra 2,5.

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