Europa cria estoque central de equipamento para atender a crise do coronavírus

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Com a Itália apelando à China para receber máscaras de proteção e montando às pressas hospitais de campanha, a União Europeia anunciou nesta quinta-feira (19) um estoque central de equipamento médico e hospitalar para atender às vítimas do coronavírus.

A ideia é que um dos 27 países (ainda não definido) do grupo coordene a compra de equipamentos de proteção (máscaras, luvas, desinfetantes), equipamentos de ventilação, vacinas, remédios e material para laboratório, que possam abastecer rapidamente países em crise.

Até as 10h desta quinta, o maior número de doentes em estado crítico no continente estava na Itália: 2.257, de um total de 4.261 na Europa.

Com hospitais superlotados e falta de equipamentos, o país registra também quase três quartos das mortes decorrentes de coronavírus na Europa: 2.978, de um total de 4.196.

Outros países com número alto de doentes em estado grave são França e Espanha, com 931 e 800 casos respectivamente.

O estoque de material e equipamentos poderá ser solicitado pelos países da UE e por Islândia, Noruega, Sérvia, Macedônia, Montenegro e Turquia, que participam do mecanismo de proteção civil europeu.

A União Europeia vai financiar 90% das compras necessárias e coordenar a distribuição. O bloco destinou 50 milhões de euros (cerca de R$ 280 milhões) para o estoque, chamado de rescEU (em alusão ao verbo "rescue", socorrer, em inglês).