Europa deve se proteger do risco terrorista por pressão migratória afegã, diz Frontex

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O diretor executivo da Frontex, Fabrice Leggeri, durante coletiva de imprensa em Druskininkai após sua visita à fronteira, em 19 de julho de 2021 (AFP/PETRAS MALUKAS)

A Europa sofrerá uma "pressão migratória progressiva" com o exílio de afegãos que fogem do regime talibã e deve se proteger do "risco terrorista", disse nesta terça-feira (31) o diretor da Frontex, a agência europeia de vigilância de fronteiras.

“Foram tiradas conclusões a partir da crise de 2015”, com a chegada de migrantes à Europa provocada pela guerra na Síria, afirmou Fabrice Leggeri à rádio francesa RTL, após uma reunião com os ministros do Interior dos 27 países da União Europeia dedicada a organizar os critérios de acolhimento de migrantes do Afeganistão.

"Temos um bom equilíbrio entre a necessidade moral e humanitária de proteger as pessoas afegãs (...) e a necessidade de proteger as fronteiras externas da União Europeia contra a chegada de migrantes econômicos e de pessoas que possam ameaçar a segurança interna da Europa, sobretudo aquelas relacionadas a movimentos terroristas”, explicou.

Diante do exílio de afegãos, que pode chegar a 500 mil pessoas segundo as Nações Unidas, "o risco terrorista é particularmente importante", insistiu o diretor da agência responsável pelo controle da imigração clandestina nas fronteiras externas da Europa.

Em comparação com a crise migratória repentina de 2015, desta vez “pensamos que será uma pressão migratória progressiva”, prevê Leggeri.

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