Europa e EUA pedem na ONU investigação urgente da agência de aviação OACI sobre Belarus

·2 minuto de leitura
Mulher segura cartaz que diz 'Liberdade para Roman Protasevitch' em protesto contra a detenção do jornalista, em frente à embaixada de Belarus em Moscou

Os membros europeus do Conselho de Segurança da ONU e os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira (26), em um comunicado conjunto, "que a Organização Internacional de Aviação Civil investigue com urgência" o suposto sequestro do avião da Ryanair no domingo em Belarus, após uma reunião da cúpula da entidade.

Este fato é "inaceitável e sem precedentes" e os responsáveis devem "prestar contas", acrescenta a declaração, que "condena energicamente" o fato e pede a "libertação imediata" do "jornalista independente" bielorrusso Roman Protasevich e sua namorada, a russa Sofia Sapega, ambos detidos em Minsk após o pouso do avião.

A reunião do Conselho de Segurança, realizada virtualmente e a portas fechadas, foi convocada com urgência por três membros europeus: Estônia, Irlanda e França.

Além desses países, a declaração também está assinada por Noruega, Reino Unido e Estados Unidos, junto com dois ex-membros do Conselho de Segurança: Alemanha e Bélgica.

A exigência de que o avião pousasse, "por motivos falsos", "colocou em risco a segurança da aviação", segundo o comunicado. "Esses atos constituem um ataque flagrante à segurança da aviação civil internacional e contra a segurança europeia, e evidenciam um flagrante desprezo pelo direito internacional", acrescentou o texto.

Com sede em Montreal, a OACI deve realizar uma reunião de emergência na quinta-feira sobre o assunto. Belarus afirmou que o avião foi desviado para Minsk após uma ameaça de bomba.

De acordo com diplomatas, os organizadores da reunião sequer tentaram obter uma declaração conjunta da organização, da qual a Rússia provavelmente teria rejeitado participar. Desde domingo, Moscou deu seu apoio explícito a Belarus.

Durante a reunião do Conselho, o embaixador adjunto da Rússia, Dmitri Polyanskiy, usou as palavras "notícias falsas" para descrever o incidente desenvolvido por europeus e americanos, reafirmando o apoio da Rússia às explicações bielorrussas de que o avião pousou em Minsk devido a uma ameaça de bomba verdadeira, disse à AFP um diplomata sob a condição de anonimato.

Os signatários da declaração, relembrando que vários países já tomaram medidas contra Belarus, afirmaram sem dar mais detalhes que vão "intensificar os esforços, particularmente coordenando as políticas de sanções, para garantir que as autoridades bielorrussas assumam a responsabilidade de suas ações".

prh/pmh/ec/llu/rsr/mvv/aa

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos