Europa Oriental se junta ao bloqueio por nova onda de coronavírus

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Fechamento de um bar em Roma, Itália, em 23 de outubro de 2020
Fechamento de um bar em Roma, Itália, em 23 de outubro de 2020

Vários países da Europa Oriental impuseram novas restrições neste sábado (24), seguindo o exemplo do resto do continente, onde a pandemia de covid-19 já deixa 10.000 mortos na Alemanha e mais de um milhão de infectados na França.

Em toda Europa foram registrados mais de 8,2 milhões de casos e mais de 258.000 mortes pelo coronavírus. Alemanha, um país relativamente pouco afetado até agora pela pandemia, foi atingida em cheio pela segunda onda e registra ao menos 10.003 óbitos.

A situação se agrava na Europa Oriental, onde Polônia, diante dos novos surtos de casos em seu território, passa neste sábado a ser "área vermelha", que até agora afetava apenas as grandes cidades e seus arredores. Além disso, seu presidente Andrzej Duda foi diagnosticado positivo pelo coronavírus.

Os restaurantes e escolas primárias serão parcialmente fechados e os estudantes do ensino médio e de universidades acompanharão as aulas à distância. Casamentos também estão proibidos e o número de pessoas em comércios, transportes e igrejas sofrerá uma redução.

Na Eslováquia, entra em vigor hoje um toque de recolher noturno, até 1o de novembro. Na República Tcheca, que nas duas últimas semanas registrou a pior taxa de contágios e mortes da Europa, foi instaurado um confinamento parcial até 3 de novembro.

A mesma medida será aplicada a partir deste sábado na Eslovênia, cujo ministro das Relações Exteriores Anze Logar também deu positivo para o coronavírus.

Na Grécia, as duas principais cidades, Atenas e Tessalônica, aplicarão um toque de recolher noturno a partir deste sábado e o uso de máscara será obrigatório em espaços internos e externos.

- Segunda onda "pior que a primeira" -

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou: "Muitos países" no Hemisfério Norte estão registrando um aumento exponencial de casos de covid-19, o que leva "hospitais e unidades de terapia intensiva (UTI) a operarem perto ou acima de sua capacidade".

Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia com mais de 34.500 mortes, superou oficialmente o milhão de casos - embora o presidente Sánchez tenha estimado na sexta-feira que o número real "supera os três milhões". 

O continente se fecha cada vez mais, com reconfinamentos, como é o caso da Irlanda e de Gales, no Reino Unido, ou confinamentos parciais.

As autoridades de saúde da França, que ontem superou o milhão de casos de covid-19 desde o início da pandemia e nas últimas 24 horas registrou um recorde de 42.032 novos casos, temem uma segunda onda "pior que a primeira" e contemplam reconfinamentos locais.

O governo prolongou o toque de recolher noturno (de 21h00 às 06h00) e, desde sexta-feira, 46 milhões de franceses já foram afetados por essa medida que durará seis semanas.

A Dinamarca anunciou um endurecimento de suas restrições às reuniões e o prolongamento do uso de máscaras a partir de segunda-feira.

- Ensaios de vacina retomados -

A pandemia deixa ao menos 1,1 milhão de mortos no mundo desde o final de dezembro, segundo um balanço realizado pela AFP na sexta-feira. Estados Unidos, o país com mais mortes do mundo, com mais de 223.000 óbitos e 8,4 milhões de casos, registrou um novo recorde de contágios, cerca de 80.000 em 24 horas.

Na América Latina e Caribe, onde há mais de 387.000 mortos e cerca de 10,8 milhões de casos, as restrições continuarão na Argentina por duas semanas para conter o avanço das infecções. "Estamos longe de resolver o problema", declarou na sexta-feira o presidente Alberto Fernández.

Em relação às pesquisas, dois ensaios experimentais de vacinas contra a covid-19 serão retomados nos Estados Unidos, após aparentes alarmes falsos, o que aumenta as possibilidades de ter uma ou várias vacinas autorizadas para o início de 2021.

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