Europa tenta conter tsunami de casos de Covid com novas restrições e cerco a não vacinados

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Há uma semana do Natal, o número de países europeus a adotarem novas medidas de restrição de circulação cresce a cada dia. Nesta sexta-feira (17), França, Irlanda, Dinamarca e Suíça limitaram ainda mais as atividades em locais públicos e reforçaram o cerco a não vacinados. O continente europeu corre contra o tempo para interromper um novo tsunami de casos durante as festas de final de ano que submerja seus hospitais.

No período mais frio do ano, a Europa se vê mais uma vez sob o risco do colapso de seus sistemas de saúde. Com um surto de doenças respiratórias somado à rápida transmissão da variante ômicron do coronavírus pelo continente, os países voltam a fechar serviços não essenciais, ampliar o trabalho remoto (home office) e restringir eventos públicos para evitar o pior.

Tudo isso enquanto apostam na rápida aplicação de um reforço da vacina anticovid e lutam para imunizar os 20% de adultos que ainda não tomaram nenhuma dose de proteção.

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Na França, o primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou hoje a redução em um mês do prazo mínimo para aplicação da terceira dose de imunização, que será de quatro meses a partir de janeiro. E afirmou que um projeto de lei, que será apresentado em janeiro, vai propor a exigência de prova de vacinação para o acesso a restaurantes, salas de cinema, museus ou grandes eventos.

Diante dos 50 mil novos casos cotidianos no país, Paris pode não ter sua tradicional queima de fogos na Champs-Élysées durante o Réveillon. O primeiro-ministro afirmou que o governo vai pedir a anulação de todas as comemorações municipais com fogos de artifícios e shows nesta data para evitar o acúmulo de pessoas.


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