Europol alerta sobre o tráfico de testes falsos de covid-19

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Os viajantes mostram seus documentos a um oficial de fronteira da polícia no balcão de imigração do aeroporto internacional Roissy Charles-de-Gaulle, em 1 de fevereiro de 2021, quando as novas restrições de fronteira da Covid-19 entram em vigor.

A agência europeia de polícia Europol pediu nessa segunda-feira (01) que os viajantes desconfiem da venda de falsos certificados de testes negativos de covid-19 em aeroportos, por parte do crime organizado, por valores que chegam a 300 euros por peça.

Esta advertência ocorre após a prisão de vários suspeitos de terem vendido certificados falsos em aeroportos na Grã-Bretanha e na França, em vendas online ou através de grupos de mensagens telefônicas na Espanha e na Holanda.

Na Espanha, a polícia prendeu um homem que vendia certificados falsos por 40 euros online, e na Holanda traficantes faziam o mesmo utilizando aplicativos de mensagem por celular.

No início de novembro, a polícia francesa prendeu sete pessoas em uma operação que desmantelou uma rede de tráfico de certificados falsos de testes negativos de covid-19, que usava o nome de um laboratório existente e vendia ao preço de 150 a 300 euros no aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle, perto de Paris.

Há 10 dias, um homem suspeito de vender certificados falsos foi preso no aeroporto de Luton, na Grã-Bretanha.

Muitos países exigem atualmente dos viajantes um teste negativo da doença que já matou mais de 2,2 milhões de pessoas no mundo.

"É muito provável que criminosos aproveitem a oportunidade de produzir e vender certificados falsos de testes de covid-19 enquanto durarem as restrições às viagens", considerou a Europol.

"Dada a amplitude dos meios tecnológicos disponíveis com impressoras de alta qualidade e diversos programas, os falsificadores podem produzir documentos falsos de alta qualidade", garantiu a agência, com sede em Haia (Holanda).

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