Eurovision é cancelado pela primeira vez em 65 anos

O festival de música Eurovision, originalmente agendado para acontecer em maio, na cidade holandesa de Roterdã, foi cancelado por causa da pandemia de coronavírus. Entidade responsável pelo evento, a União Europeia de Radiodifusão confirmou nesta quarta-feira a suspensão, após realizar diversas reuniões em busca de soluções alternativas.

"A incerteza criada pela disseminação da covid-19 por toda a Europa - e as restrições impostas pelos governos dos países das emissoras participantes e pelas autoridades holandesas - significa que a União Européia de Radiodifusão chegou à conclusão de que é impossível continuar com o evento ao vivo conforme planejado", diz a nota divulgada. Está em andamento a negociação para que o Eurovision seja mantido em Roterdã, em 2021.

Criado em 1956, o evento é um festival que reúne candidatos de dezenas de países receptores do sinal do sistema europeu de radiodifusão, o que garante a participação de nações de fora do continente europeu, como a Austrália, por exemplo. Realizada em Tel Aviv, em Israel, a edição de 2019 teve como vencedor Duncan Laurence, da Holanda.

Tradicionalmente, as edições do Eurovision são realizadas no país de origem do vencedor anterior, o que explica a escolha de Roterdã. As semifinais estavam marcadas para os dias 12, 13 e 14 de maio, com a final agendada para o dia 16 do mesmo mês. Ano passado, o Eurovision, que teve a participação de Madonna, foi visto na TV por 182 milhões de pessoas.

"Pedimos às pessoas que nos apoiem enquanto trabalhamos com as implicações dessa decisão sem precedentes e aguardamos pacientemente novas notícias nos próximos dias e semanas", complementa o comunicado da UER. É a primeira vez, em 65 anos de festival, que ele não será realizado.