Eutanásia: Suprema Corte do Peru ratifica direito de mulher com doença incurável de morrer

A Suprema Corte de Justiça do Peru ratificou nesta quinta-feira (14) a sentença de um tribunal de Lima, que reconheceu o direito de morrer de uma mulher de 45 anos que sofre de uma doença incurável.

"Com quatro votos é aprovada em parte a sentença consultada", à qual se opuseram dois magistrados, diz uma resolução do Poder Judiciário. Ainda está pendente resolver o aspecto vinculado ao protocolo para executar o procedimento médico da eutanásia.

Eduardo Affonso: eutanásia é um direito

Vídeo: Alain Delon aparece pela primeira vez após decidir por eutanásia

O 10º Juizado Constitucional da Corte Superior de Lima ordenou ao Ministério da Saúde e ao Seguro Social de Saúde (Essalus) "respeitar a decisão" de Ana Estrada, de 45 anos, "de pôr fim à sua vida através do procedimento técnico da eutanásia", em fevereiro de 2021.

A sentença diz que deve-se "entender por eutanásia a ação de um médico de fornecer de forma direta (oral ou intravenosa) um fármaco destinado a pôr fim à sua vida".

Após suspensão: juiz aprova eutanásia de paciente sem quadro terminal na Colômbia

Estrada sofre desde os 12 anos de polimiosite, uma doença incurável que provoca fraqueza muscular progressiva. Por conta da doença, ela usa cadeira de rodas desde os 20 anos. Nos últimos anos, ela se tornou uma ativista pela eutanásia.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos