Evangélicos: números de Bolsonaro e Lula variam, mas com presidente sempre à frente; veja os dados

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Na briga pela conquista do eleitorado evangélico, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL) saiu na frente e tem investido cada vez mais em ações para atrair o voto do segmento. Só neste sábado, o presidente participou de duas Marchas para Jesus, uma no estado de São Paulo, na capital, e a outra em Minas Gerais, em Uberlândia. O esforço tem valido a pena, já que, contrariando as pesquisas gerais que mostram Lula (PT) à frente nas intenções de voto, quando é feito o recorte religioso, Bolsonaro ganha com folga do petista entre os evangélicos.

No último levantamento do Datafolha com o recorte, divulgados no dia 24 de junho, traz Bolsonaro na frente, com 36% de intenções de votos no segmento e Lula com 28%. O percentual de evangélicos que responderam ainda não saber em quem votar é alto, chegando a marca de 27%.

Já a rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest mostra Bolsonaro bem mais à frente de Lula no eleitorado evangélico. Dados divulgados na última quinta-feira indicam que o presidente tem 45% das intenções de voto contra 31% do candidato petista. Em retrospecto, o resultado indica um crescimento de Bolsonaro entre o público, já que os dois estavam empatados no segmento nos primeiros três meses do ano, dentro da margem de erro.

A diminuição da popularidade de Lula entre os evangélicos coincide com as declarações dadas pelo ex-presidente em abril defendendo o direito de mulheres abortarem. Durante um evento em São Paulo, o petista criticou o fato de as classes sociais mais baixas não terem acesso ao procedimento, enquanto uma mulher rica "pode fazer um aborto em Paris" ou "ir para Berlim procurar uma clínica boa”.

"Aqui no Brasil ela não faz porque é proibido, quando na verdade deveria ser transformado numa questão de saúde pública e todo mundo ter direito e não ter vergonha", afirmou o ex-presidente à época. No entanto, não é possível comprovar a influência das declarações nas últimas pesquisas.

A franca preferência pelo atual presidente também é o que indica a última pesquisa divulgada pela XP/Ipespe com o recorte do eleitorado evangélico. No levantamento divulgado em junho Bolsonaro também aparece com 49% das intenções de voto na denominação religiosa, com Lula com 34%.

Dados de março da pesquisa Exame/Ideia mostram uma diferença ainda maior favorecendo Bolsonaro pela preferência evangélica. Ele aprece com 54% das intenções de voto, contra 21% de Lula. O levantamento, ainda considerava como pré-candidatos Sergio Moro (Podemos) e João Doria (PSDB), ambos fora da disputa.

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