Ever Given, que encalhou no Canal de Suez, deve ser liberado nesta semana. Será o fim da saga do navio?

·2 minuto de leitura

ISMAILIA, EGITO — O navio porta-contêineres Ever Given, que bloqueou o Canal de Suez por quase uma semana em março, será liberado em 7 de julho, após um acordo entre as autoridades e os proprietários do navio, disse a autoridade do Canal neste domingo.

Uma cerimônia para a assinatura do acordo encerrando a disputa sobre o Ever Given, de 400 metros de comprimento, será realizada na quarta-feira, e o navio terá permissão para partir, disse a assessoria de imprensa da Autoridade do Canal de Suez por telefone à Bloomberg

Um representante dos proprietários e seguradoras do navio porta-contêineres já havia adiantado que um acordo foi firmado e que os preparativos para a partida da embarcação estavam sendo feitos.

"Os preparativos para a liberação da embarcação serão feitos e um evento marcando o acordo será realizado na sede da Autoridade em Ismailia no devido tempo", disse Faz Peermohamed da Stann Marine, que representa o proprietário Shoei Kisen e suas seguradoras, em um comunicado .

A Autoridade do Canal de Suez manteve o navio gigante e sua tripulação em um lago entre dois trechos da hidrovia desde que foi desalojado em 29 de março, em meio a uma disputa sobre um pedido de indenização por parte da Autoridade.

O Ever Given, de propriedade japonesa, permaneceu preso ao longo do canal por seis dias, interrompendo o comércio global.

No início do domingo, um tribunal egípcio adiou as audiências na disputa de compensação para 11 de julho para permitir que o canal e o proprietário do navio finalizem um acordo, disseram fontes judiciais e um advogado.

A Shoei Kisen e suas seguradoras disseram no mês passado que chegaram a um acordo de princípio com a Autoridade do Canal de Suez.

A responsável pelo Canal chegou a exigir US$ 916 milhões em compensação para cobrir esforços de salvamento, danos à reputação e perda de receita, mas o pedido foi reduzido para US$ 550 milhões.

Shoei Kisen e as seguradoras do navio contestaram a reclamação e a detenção do navio sob uma ordem judicial egípcia.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos