Evergrande falha em venda de R$ 14,6 bi e vê crise agravar

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Um acordo de liquidação de dívidas que teria facilitado uma crise de caixa na gigante imobiliária chinesa Evergrande desmoronou, empurrando a problemática empresa para mais perto de um colapso potencial. (Photo by Noel Celis / AFP via Getty Images)
  • Gigante imobiliária chinesa estava próxima de vender sua área imobiliária para a Hopson

  • Valor de R$ 14,6 bilhões ajudaria Evergrande a diminuir as dívidas

  • Ações da Evergrande caíram mais de 12% nessa quinta-feira, agravando à crise da companhia

Um acordo de liquidação de dívidas que teria facilitado uma crise de caixa na gigante imobiliária chinesa Evergrande desmoronou, empurrando a problemática empresa para mais perto de um colapso potencial. A companhia anunciou na quarta-feira (20) que havia rescindido um acordo para vender o controle acionário de sua unidade de administração de imóveis para a incorporadora chinesa, Hopson, por cerca de US$ 2,6 bilhões (R$ 14,6 bilhões).

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As empresas trocaram a culpa pelo colapso do negócio, com Evergrande alegando em um arquivamento na bolsa de valores que "o comprador não cumpriu o pré-requisito para fazer uma oferta geral de ações da Evergrande Property Services". A Hopson disse em um comunicado que estava pronta para concluir o negócio, mas "outras partes" tentaram mudar os termos do acordo.

As ações de ambas as empresas, que estavam suspensas desde o anúncio do potencial negócio, voltaram a ser negociadas na quinta-feira em Hong Kong. Evergrande despencou 12,5%, enquanto Hopson subiu 7,6%.

Colapso da negociação é mais uma péssima notícia para a Evergrande

O colapso do negócio é uma má notícia para Evergrande, que está a poucos dias de um possível default formal. A empresa enfrenta um prazo neste final de semana, quando expira um período de carência de 30 dias para o pagamento de juros devidos aos investidores.

Evergrande perdeu US$ 83,5 milhões (R$ 470 milhões) em pagamentos de títulos em dólar em 23 de setembro. O prazo para pagar é sábado, de acordo com Jeffrey Halley, analista de mercado sênior da Ásia-Pacífico.

Halley disse que uma falha em fazer os pagamentos "poderia desencadear um default cruzado em outros instrumentos de dívida", o que pode permitir que alguns dos outros credores de Evergrande exijam seu dinheiro de volta. "O governo chinês tem sido ensurdecedor em seu silêncio sobre essa questão", disse Halley. "Isso pode forçar a mão do governo central a finalmente agir mais diretamente."

As autoridades tentaram acalmar a situação enquanto os investidores se preocupavam com os riscos de contágio. Na semana passada, o banco central da China disse que Evergrande administrou mal seus negócios, mas os riscos para o sistema financeiro eram "controláveis".

Isso foi repetido pelo vice-premiê chinês Liu He em um fórum financeiro em Pequim na quarta-feira (20). Em um discurso divulgado pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Liu reconheceu o que chamou de "problemas individuais" no mercado imobiliário.

Mas ele enfatizou que os riscos estão geralmente sob controle, as necessidades de capital das incorporadoras estão sendo atendidas e que a tendência geral de "desenvolvimento saudável" do mercado imobiliário chinês não mudará, de acordo com a Xinhua.

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