Evergrande tenta reestruturação de dívida para evitar falência

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Hong Kong - September 22 2021: the China Evergrande Center as Evergrande's group headquarter in Hong Kong, Wan chi . one of china property developer.
Na sexta-feira, a Evergrande disse que buscará reestruturar sua dívida fora do país
  • Grupo Evergrande monta um comitê de gestão de risco para reestruturação de dívida;

  • Governo chinês e mercado imobiliário estão sob alerta com negociações;

  • Autoridades chinesas se preparam para tentar tranquilizar mercado imobiliário;

O grupo imobiliário China Evergrande montou um comitê de gestão de risco enquanto a incorporadora imobiliária com pouco dinheiro se aproxima de uma reestruturação de dívida que pairou por meses sobre os mercados globais e a segunda maior economia do mundo, e que deixa o governo chinês e o mercado imobiliário local sob alerta, de acordo com a agência Reuters. 

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A empresa, que tem mais de US$ 300 bilhões em passivos, corre o risco de se tornar o maior calote de todos os tempos da China, afirmou em comunicado à imprensa na segunda-feira que o comitê incluía funcionários de entidades estatais e desempenharia um papel importante na "mitigação e eliminação dos riscos futuros " do grupo.

Autoridades chinesas se preparam para tentar tranquilizar mercado imobiliário

De acordo com a agência Reuters, as autoridades chinesas aumentaram os esforços para tranquilizar os mercados de que os problemas de Evergrande podem ser contidos. Na última medida, o banco central da China disse na segunda-feira que cortaria a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter em reserva, sua segunda medida neste ano, liberando US $ 188 bilhões em liquidez de longo prazo para impulsionar o crescimento econômico lento.

Na sexta-feira, a Evergrande disse que buscará reestruturar sua dívida fora do país após reconhecer que pode não ser mais capaz de cumprir suas obrigações financeiras, o que levou o governo provincial da província de Guangdong, no sul da China, onde está a sede da empresa, a intervir para ajudar a administrar a queda.

Analistas disseram à Reuters que os esforços concertados das autoridades sinalizaram que Evergrande provavelmente já entrou em um processo administrado de reestruturação de ativos de dívida. A agência de risco Morgan Stanley disse que tal processo envolveria a coordenação entre as autoridades para manter as operações de projetos imobiliários e negociação com credores locais para garantir o financiamento para a conclusão destes. A agência declarou à Reuters também acreditar que reguladores provavelmente também facilitariam a discussão sobre a reestruturação da dívida com os credores offshore depois que as operações se estabilizassem no país.

Segundo a Reuters, se a Evergrande fosse declarada em inadimplência formal, isso desencadearia uma possível onda de inadimplências cruzadas que afetaria o setor imobiliário e além, potencialmente abalando a confiança do investidor global, já abalada pelo surgimento da variante Omicron do coronavírus. De acordo com a agência, a empresa tem a segunda maior dívida offshore do mundo, com cerca de 19 bilhões de dólares, atrás apenas da venezuelana PDVSA, com US$ 24,9 bilhões. 

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