Tsunami no Japão: fotos do Street View mostram a dimensão da onda

Redação Notícias
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Reprodução/Google Maps

No dia 11 de março de 2011, um terremoto de 9.1 graus na escala Richter provocou um tsunami no Japão responsável pela morte de mais de 15 mil pessoas. Dez anos mais tarde, o país asiático ainda se recupera dos estragos causados pela onda gigante que invadiu seu território, e alguns deles podem ser vistos até mesmo pelas imagens do Google Street View. No total, estima-se que os danos estruturais ultrapassaram a casa dos US$ 360 bilhões.

Como foi o tsunami no Japão?

Localizado sobre a junção de quatro placas tectônicas (euroasiática, norte-americana, pacífica e filipina), o território japonês sente abalos sísmicos quase que diariamente, porém, o maior de sua história foi registrado há dez anos. Com um epicentro a apenas 70 km da costa da região de Tohoku e 29 km de profundidade, o terremoto (que pode ser chamado de maremoto por ter sido no fundo do oceano), ergueu ondas que ultrapassaram 40 metros de altura.

De acordo com estudos, o tsunami no Japão chegou a atingir a velocidade de 700 km/h em alto mar, tendo sido capaz de entrar por mais de 10 km no território nipônico arrastando tudo o que encontrava pela frente. O efeito da onda gigante foi percebido por todo o Oceano Pacífico, causando danos também na Oceania, América do Norte e até na costa oeste da América do Sul, principalmente em países como Chile, Peru e Equador.

O megassismo durou cerca de seis minutos e foi resultado de uma brusca movimentação tectônica em uma zona conhecida entre geólogos por ser de subducção, ou seja, onde uma placa é forçada para baixo por outra. Foi considerado o quarto tremor mais forte já registrado desde 1900, quando os primeiros sismógrafos começaram a ser utilizados, causando até mesmo um deslocamento de cerca de 10 centímetros no eixo da Terra.

Entre as mais de 900 mil construções danificadas pelo tsunami no Japão, a que ganhou maior repercussão internacional foi a Usina Nuclear de Fukushima, localizada a cerca de 130 km do epicentro. Na ocasião, o tremor seguido da onda gigante iniciou diversas falhas no complexo energético, causando explosões em três dos seus reatores. Considerado o maior desastre atômico desde Chernobyl, em 1986, seu vazamento radioativo segue sem solução definitiva.

Veja fotos do Street View que mostram a dimensão do tsunami no Japão:

Minamisanriku, Miyagi

Iwaki, Fukushima

Namie, Fukushima

Ofunato, Iwate

Otsuchi, Iwate

Miyako, Iwate

Yamada, Iwate

Minamisōma, Fukushima

Sendai, Miyagi

Natori, Miyagi