Evo Morales convoca novas eleições presidenciais na Bolívia

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil

Após a secretaria-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendar a anulação do primeiro turno das eleições presidenciais ocorridas na Bolívia no último dia 20, o presidente Evo Morales anunciou, neste domingo (10), a realização de um novo pleito nacional, em data ainda a ser definida.

“Decidi convocar novas eleições nacionais que, mediante o voto, permita ao povo boliviano eleger democraticamente a suas novas autoridades, incorporando novos atores políticos [ao processo político]”, disse Morales ao anunciar sua decisão.

O presidente Boliviano também anunciou que irá substituir os atuais membros do Tribunal Superior Eleitoral. “Nas próximas horas, a Assembleia Legislativa Plurinacional, de acordo com todas as forças políticas, estabelecerá os procedimentos para isto”.

O presidente da Bolívia, Evo Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales - Enzo De Luca/Presidência boliviana/via Reuters/Direitos reservados

Ao falar sobre as manifestações encabeçadas por grupos que pedem sua renúncia, Morales disse que a Bolívia “vive momentos de conflitos, com grave risco de enfrentamentos entre bolivianos” e que, neste contexto, sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

Logo em seguida, Morales usou as redes sociais para pedir à população que “baixe a tensão”. “Temos a obrigação de pacificar a Bolívia. Convoco ao respeito entre parentes, que se respeite a propriedade privada, as autoridades e os setores sociais”, escreveu o presidente, reforçando o pedido pelo fim da violência. “Não podemos estar nos enfrentando entre nós, irmãos bolivianos.”

Eleição polêmica

As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma Missão de Observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração. Já na ocasião, o coordenador do Departamento de Observação Eleitoral, Gerardo de Icaza, disse que a credibilidade da Justiça Eleitoral no país estaria em dúvida e, por isso, mesmo que alcançada a diferença de 10%, deveria ser assegurado o segundo turno.

Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

Protestos

Segundo a imprensa boliviana, nas últimas horas, houve ataques a residências, incluindo de familiares de Morales, e prédios públicos. No Twitter, Morales denunciou que “fascistas” incendiaram a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos. 

People shout slogans during a protest against Bolivia's President Evo Morales in La Paz, Bolivia, November 9, 2019. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

People shout slogans during a protest against Bolivia's President Evo Morales in La Paz, Bolivia, November 9, 2019. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins - Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Direitos Reservados

O presidente já anunciou que, caso não seja reeleito pelo voto, só deixará a presidência ao fim do atual mandato.

OEA

No comunicado que divulgou esta manhã sobre o informe preliminar dos auditores que analisam a regularidade do processo eleitoral, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, informou que, “diante das tensões”, solicitou aos auditores “o máximo esforço para antecipar os resultados do informe” que devem apresentar.

“A situação no país exige que os atores governamentais (primordialmente) e os políticos das diferentes correntes [ideológicas], assim como todas as instituições, atuem com apego à Constituição, responsabilidade e respeito às vias [de solução] pacíficas”, escreveu Almagro, defendendo o direito “ao protesto pacífico”.

“O mais importante é ter em mente o direito à vida e evitar qualquer enfrentamento violento entre compatriotas”, acrescentou o secretário-geral no comunicado em que recomenda que, “diante da gravidade das denúncias” sobre a votação do último dia 20, o resultado seja anulado e novas eleições sejam realizadas tão logo seja possível. Para Almagro, no entanto, “os mandatos constitucionais não devem ser interrompidos, incluindo o do presidente Evo Morales”.

 

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    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em sua conta no Instagram, Verônica Allende Serra, a filha mais velha do ex-governador José Serra (PSDB), se define como uma pessoa curiosa e "risk taker", ou alguém que assume riscos com facilidade, em português. "Vida, família, amigos, natureza, arte. Paixão por empreendedorismo, inovação, educação. Viciada em trabalho. Curiosa, 'risk taker'", escreve, em inglês, em sua descrição na rede social ("life, family ,friends, nature, Art. Passion for entrepreneurship, innovation, education. Workoholic. Curious, risk taker"). Verônica, que tem a conta no Instagram restrita a seguidores aprovados por ela, é seguida por personalidades como o apresentador Luciano Huck. O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou Serra nesta sexta-feira (3) sob acusação de lavagem de dinheiro transnacional. Verônica também foi denunciada pela equipe da Lava Jato de São Paulo. Em resumo, a denúncia diz que Serra recebeu 936 mil euros da Odebrecht entre 2006 e 2007 no exterior, por intermediação do operador José Amaro Pinto Ramos. O dinheiro chegou em uma offshore controlada por Verônica. De acordo com as investigações, José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador paulista. Serra governou o estado de 2007 a 2010. "Neste contexto, realizaram numerosas transferências para dissimular a origem dos valores, e os mantiveram em uma conta de offshore controlada, de maneira oculta, por Verônica Serra até o final de 2014, quando foram transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça."

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    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - No dia em que o Brasil registrou 63.409 mortes por coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e auxiliares participaram, neste sábado (4) de um almoço na casa do embaixador americano no Brasil, Todd Chapman, para comemorar a independência dos EUA. Bolsonaro divulgou em sua rede social fotos em que ele, Chapman e outras seis pessoas aparecem todas sem máscaras: Lorenzo Harris, adido de Defesa dos EUA; general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo; general Fernando Azevedo (Defesa); Ernesto Araújo (Relações Exteriores); general Walter Braga Netto (Casa Civil) e o almirante Flávio Rocha, secretário especial de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro. Em outra foto publicada pelo brasileiro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, também aparece sem máscara. Do lado de fora da residência do embaixador, no Lago Sul, área nobre de Brasília, havia uma estrutura que contava com três viaturas da Polícia Militar, uma da Secretaria de Segurança do DF, além de uma ambulância e um caminhão do Corpo de Bombeiros. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump deu início à celebração da data já na sexta-feira (3) em um anfiteatro lotado em em Monte Rushmore. De acordo com a imprensa local, Trump mal mencionou o ressurgimento da pandemia, mesmo quando o país superou 53.000 novos casos na sexta-feira e as autoridades de saúde de todo o país instaram os americanos a reduzir suas comemorações de 4 de julho. Neste sábado, Trump e a primeira-dama americana, Melania, planejam realizar a "Saudação à América", diante da Casa Branca, o que deve causar aglomerações. Antes de comparecer ao almoço, Bolsonaro foi a Santa Catarina sobrevoar áreas atingidas pelo ciclone-bomba nesta semana. Após o almoço, o presidente retornou ao Palácio do Alvorada. Em um vídeo da embaixada dos Estados Unidos, publicado nas redes sociais para celebrar a data, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse que a relação atual entre os dois países é "sem precedentes" e se apresenta como uma "verdadeira aliança". "Essa aliança, essa relação tão especial que estamos construindo, graças à orientação do presidente Bolsonaro e do presidente Trump, é uma relação muito frutífera, que tem dado resultados em função dos nossos interesses, dos dois países, na economia, na tecnologia, na segurança, na promoção da democracia", disse o chanceler brasileiro, que também louvou o modelo de sociedade construída pelos Estados Unidos a partir da independência, em 1776. No mesmo vídeo, o embaixador Todd Chapman também exaltou o relacionamento entre Washington e Brasília, mencionou a luta contra o coronavírus e relembrou o assassinato de George Floyd, morto por um policial branco, que deu início a uma série de violentos protestos e impulsionou o movimento "Black Lives Matter" (vidas negras importam). "Nos Estados Unidos, nós também estamos profundamente perturbados pela morte injusta e brutal de George Floyd e a triste lembrança de nossa contínua necessidade de enfrentar a injustiça racial e todo tipo de desigualdade social."

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