Exército etíope mata 42 homens suspeitos de participação em massacre

·1 minuto de leitura
Soldados do Quinto Batalhão do Comando Norte do Exército da Etiópia descansam em Dansha, noroeste do país, em 25 de novembro de 2020

O exército etíope matou 42 homens armados acusados de participar do massacre de cem pessoas na quarta-feira na região de Benishangul-Gumuz, na fronteira com o Sudão, classificado pelo primeiro-ministro como uma "tragédia". O anúncio foi feito pelas autoridades regionais nesta quinta-feira (24).

O exército federal etíope "matou 42 membros das forças contrárias à paz que atacaram civis ontem na cidade de Bekuji Kebele" e apreendeu "armas de fogo e flechas", disse o governo regional de Benishangul-Gumuz em um comunicado, sem especificar quem seriam essas forças.

De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da Etiópia, um órgão público mas independente, um grupo armado atacou os habitantes de Bekuji Kebele na manhã de quarta-feira, matando "mais de 100 pessoas" e ferindo dezenas, destruindo casas e queimando plantações.

Este é o mais recente de uma série de ataques letais nos últimos meses na área de Metekel, onde vivem pessoas das etnias oromo, amhara - as duas maiores do país - e shinasha. De acordo com líderes da oposição, esses ataques são perpetrados por membros da etnia gumuz, motivados por fatores étnicos.

Em outubro, o primeiro-ministro Ahmed Abiy atribuiu esta violência a combatentes do estado vizinho Nilo Azul, do Sudão, onde são "armados e treinados", e pediu ao governo sudanês que resolva o problema.

str-ayv/md/sst/bc/zm/ic