Exército israelense demole casa de palestino acusado de assassinato na Cisjordânia

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Mulher lamenta em frente a uma casa palestina demolida pelo Exército israelense, na Cisjordânia ocupada

O Exército israelense demoliu, nesta quinta-feira (8), uma casa na Cisjordânia ocupada, que pertencia a um palestino-americano acusado de ter assassinado um estudante de uma escola talmúdica.

"Na madrugada, nossas tropas destruíram a residência do terrorista Montaser Shalabi, na aldeia de Turmus Ayya, no nordeste de Ramallah", disse à AFP um porta-voz militar.

Montaser Shalabi, de 44 anos, foi detido no início de maio. Ele é acusado de ter atirado contra pessoas que estavam em um ponto de ônibus próximo a Naplusa (norte da Cisjordânia), ferindo três estudantes de uma escola talmúdica da colônia israelense de Itamar. Um deles, Yehuda Guetta, de 19 anos, morreu como consequência de suas feridas.

Em uma apelação infrutífera no Tribunal Supremo israelense, a ex-esposa do acusado, Sana Shalabi, afirmou que o homem não morava mais lá desde que foi para os Estados Unidos para um novo casamento.

Nesta quinta-feira, Sana Shalabi disse à AFP que o Exército israelense chegou às 01h00, colocou explosivos ao redor de toda a casa e que as operações de demolição duraram toda a madrugada.

Um repórter da AFP presenciou as explosões na casa.

De acordo com o Exército, durante os trabalhos de demolição, "cerca de 200 protestantes jogaram pedras" contra as tropas israelenses, que responderam com "meios de dispersão antidistúrbios".

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