Irmão do autor de massacre em Parkland é detido novamente nos EUA

Miami, 2 mai (EFE).- Zachary Cruz, irmão de Nikolas Cruz - acusado de ser o autor do massacre na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland (Flórida), nos Estados Unidos - foi detido novamente nesta quarta-feira por violar os termos de sua liberdade condicional, ao se aproximar demais de um centro escolar e dirigir sem habilitação, informaram veículos de imprensa locais.

No dia 29 de março, uma juíza da Flórida sentenciou a seis meses de liberdade condicional Zachary Cruz, detido por ter entrado na escola onde seu irmão matou 17 pessoas com disparos de arma de fogo.

A polícia de Broward emitiu ontem uma ordem de detenção contra Zachary, de 18 anos, por infringir as restrições que lhe foram impostas pela juíza para sua liberdade condicional.

Zachary estava proibido de se aproximar da escola Marjory Stoneman Douglas em um raio de uma milha (1,6 km), e também não poderia estar a menos de 500 pés (152.4 metros) de outro centro escolar, algo que ele descumpriu ao chegar a aproximadamente 25 pés (7,62 metros) da escola de ensino médio Park Vista Community na cidade de Lake Worth (Flórida).

A polícia do condado de Palm Beach, onde fica essa escola, foi responsável pela detenção do jovem, que estava com um dispositivo de geolocalização.

Zachary também é acusado de supostamente dirigir sem uma habilitação válida.

Além disso, a juíza proibiu a posse de qualquer tipo de arma ou munição e a ingestão de álcool ao irmão mais novo de Nikolas Cruz, e ordenou que ele fosse submetido a exames para detecção de consumo de drogas de forma aleatória. Zachary também está proibido de fazer qualquer contato com as vítimas do massacre, após um pedido da promotoria.

Em 2016, Zachary foi detido por roubo e, em março deste ano, foi preso por andar com um patinete dentro das instalações da escola de Parkland, para "refletir sobre o tiroteio e o que aconteceu naquele dia", conforme ele mesmo confessou.

Seu irmão Nikolas Cruz enfrenta 17 acusações de assassinato premeditado e outras 17 por tentativa de assassinato, e pode ser condenado à morte. EFE