Trump afirma que "muitos advogados" querem auxiliá-lo na trama russa

Washington, 25 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que "muitos advogados" querem auxiliá-lo na investigação sobre a ingerência russa durante as eleições de 2016, em meio às especulações que apontam que o líder estaria tendo dificuldades para encontrar uma pessoa para defendê-lo.

"Muitos advogados de primeiro nível querem me auxiliar no caso da Rússia. Não acreditem na narrativa das Notícias Falsas que diz que é complicado encontrar um advogado que queira assumir (este caso)", afirmou Trump em sua conta oficial do Twitter.

Estas afirmações foram feitas dias depois de o advogado principal, John Dowd, se demitir do cargo nesta quinta-feira na investigação do procurador-especial sobre a trama russa.

O jornal "The Washington Post" sugeriu nesta semana que Trump estaria tendo dificuldades para encontrar "advogados de primeiro nível dispostos a representá-lo neste caso", e citou múltiplos assessores do líder familiarizados com as negociações.

"A fama e a fortuna NUNCA serão rechaçadas por um advogado, embora alguns sejam conflituosos", continuou Trump.

Segundo a informação do jornal citado, alguns escritórios de advogados apontaram que não querem representar um presidente "conflituoso e impopular".

De todos modos, Trump indicou que o problema é que um novo advogado ou escritório "demorará meses para colocar em dia", o que, disse, "é injusto para o nosso grande país".

"O problema é que um novo advogado ou escritório de advogados demorará meses para ficar em dia (já que assim podem faturar mais), o que é injusto para o nosso grande país, e estou muito contente com minha equipe atual", escreveu Trump em sua rede social preferida.

"Além disso, não houve nada com a Rússia, exceto por Hillary a Corrupta e os Democratas! ", acrescentou o presidente.

Nesta mesma semana, os advogados de Trump, proporcionaram documentos ao procurador-especial sobre a trama russa, Robert Mueller, com o objetivo de evitar que o líder seja entrevistado pessoalmente no marco da investigação, informou o "The Washington Post".

O jornal, que citou duas fontes conhecedoras dos fatos, garantiu que os documentos correspondem a descrições escritas que relatam momentos fundamentais sob investigação, com a esperança de reduzir as possibilidades de o magnata ter que fazer frente ao interrogatório.

A equipe legal de Trump, segundo as mesmas fontes, se preocupa que o magnata se exponha a uma situação vulnerável em um longo interrogatório, sobretudo pela sua tendência a fazer afirmações poucas precisas. EFE