Exército promete respeitar a Constituição em Mianmar, em meio a temores de golpe

·1 minuto de leitura
Preparativos para uma cerimônia por ocasião do feriado nacional, realizada em Yangon em 12 de fevereiro de 2020

O exército birmanês garantiu neste sábado(30) que vai respeitar a Constituição, contrariando as declarações do seu comandante-chefe que sugeriam um golpe.

"Tatmadaw (o nome oficial das forças armadas birmanesas) respeita a Constituição atual ... e respeitará a lei ao defendê-la", disse o exército em um comunicado neste sábado explicando que seu comandante-chefe foi mal interpretado.

"As organizações e a mídia interpretaram mal o discurso do comandante-em-chefe e o formularam do seu ponto de vista", acrescentou o exército birmanês.

Há várias semanas, o poderoso exército birmanês denuncia inúmeras irregularidades nas eleições legislativas de novembro, massivamente vencidas pela Liga Nacional para a Democracia (NLD) liderada por Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz de 1991.

As tensões aumentaram na terça-feira, quando um porta-voz do exército não descartou a possibilidade de um golpe.

No dia seguinte, o general Min Aung Hlaing, chefe do exército - provavelmente a pessoa mais poderosa do país - declarou que a abolição da Constituição de 2008 pode ser "necessária" em certas circunstâncias.

Seus comentários - traduzidos para o inglês e publicados no jornal do exército Myawady - causaram um grande choque na democracia nascente.

A última dissolução da constituição birmanesa remonta a 1988, quando o exército restabeleceu uma junta no poder após um levante popular.

smm-dhc/oho/fio/jhd/mab/mis/jc