Ex-advogado de Trump coopera com investigação de Mueller

Michael Cohen ao sair do tribunal federal em Nova York, em 21 de agosto de 2018

Michael Cohen - ex-advogado e colaborador pessoal do presidente Donald Trump - passou horas do último mês respondendo perguntas da equipe de investigadores do procurador especial Robert Mueller, confirmou nesta quinta-feira (20) seu advogado.

Cohen, que chegou a ser um dos principais conselheiros de Trump, começou a cooperar com a investigação de Mueller depois de se declarar culpado, em 21 de agosto, de fraude bancária e violações de financiamento de campanha em um acordo com os procuradores de Nova York.

O advogado e empresário de 52 anos "participou durante o último mês de várias sessões de entrevistas que duraram horas" com a equipe de Mueller, informou a ABC.

O relatório certamente é uma má notícia para Trump, enquanto a investigação de Mueller sobre um possível conluio com a Rússia se aproxima cada vez mais da Casa Branca.

Há uma semana, Paul Manafort - ex-chefe da campanha de Trump - chegou a um acordo com Mueller para cooperar com a investigação.

Cohen não se comprometeu a cooperar quando se declarou culpado, mas ficou claro que isso poderia ajudá-lo a conseguir uma sentença mais leve.

Mueller está investigando se houve conluio entre a campanha eleitoral republicana em 2016 e os russos para tentar prejudicar a adversária democrata, Hillary Clinton, e se Trump tentou obstruir ilegalmente a investigação.

Mas, segundo relatos, a investigação também envolve os negócios do presidente, dos quais Cohen foi uma testemunha privilegiada durante a década em que trabalhou no setor imobiliário do magnata de Nova York, a Organização Trump.

Cohen se declarou culpado de arranjar pagamentos para comprar o silêncio de duas mulheres que alegaram ter tido relações com Trump, pouco antes da votação de novembro de 2016.

O ex-advogado do presidente disse que agiu a pedido de seu chefe, "com o objetivo de influenciar as eleições".