Rachadinha: Ex-assessor de Flávio Bolsonaro não pagou aluguel de R$ 275 enquanto recebia mais de R$ 4 mil na Alerj

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Jair Renan e Marcelo (Foto: Reprodução)
Jair Renan, filho de Jair Bolsonaro com Ana Cristina Valle, e Marcelo Nogueira, funcionário da família (Foto: Reprodução)
  • Ex-assessor de Flávio Bolsonaro não pagou aluguel de R$ 275 enquanto recebia mais de R$ 4 mil na Alerj

  • Marcelo Luiz Nogueira dos Santos admitiu que devolvia 80% do salário para ex-mulher de Bolsonaro

  • Ana Cristina Valle seria responsável por recolher o dinheiro

Em 2007, Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, então assessor de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), recebia, no papel, um contracheque de R$ 4.466,37. Mesmo assim, passou oito meses sem pagar o aluguel de um imóvel no valor de R$ 275. A informação foi divulgada pelo UOL.

O ex-assessor contou, na semana passada, que participava de um esquema de rachadinha no gabinete do filho 01 de Jair Bolsonaro em que tinha que devolver 80% do que ganhava.

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De acordo com ação judicial de despejo movida contra Marcelo Luiz Nogueira de Santos, ele parou de pagar o aluguel do imóvel em janeiro de 2007. Em agosto, ainda não havia pagado oito parcelas mensais acordadas com o locatário, enquanto recebia salário de R$ 4.466,37.

A inadimplência no aluguel do sobrado em Quintino, zona norte do Rio, chegou a R$ 14 mil, conforme valores da época.

A quebra de sigilo bancário do ex-assessor mostrou diversos saques feitos por Marcelo ao longo de 2007. O ex-assessor retirava mais de R$ 1 mil. Em abril de 2007, por exemplo, dois dias após receber o salário da Alerj, ele fez um saque de R$ 3 mil.

Em julho de 2003, o ex-assessor alugou o sobrado, inicialmente por R$ 250. Em fevereiro daquele ano, havia sido nomeado por Flávio Bolsonaro, ganhando R$ 1.791,79.

O ex-assessor afirmou, em entrevista na semana passada, que teve que devolver parte do salário em dinheiro para Ana Cristina Valle, segunda mulher de Jair Bolsonaro e chefe de gabinete de Flávio na Alerj.

Marcelo, que esteve lotado no gabinete de Flávio na Alerj entre 2003 e 2007, diz que devolveu, ao todo, cerca de R$ 340 mil, e que a prática era condição para a manutenção do emprego. Os valores, segundo ele, eram sacados e repassados em espécie. 

De acordo com o ex-assessor, outros funcionários dos gabinetes de Flávio e Carlos também repassavam a Ana Cristina os valores — a missão de arrecadar os recursos teria ficado depois com Queiroz. Segundo ele, Flávio, Carlos e Jair Bolsonaro tinham conhecimento do que ocorria.

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