Ex-BBB Carla Diaz relembra teste para viver Suzane von Richthofen em filmes: 'Por que não eu?'

Maria Fortuna
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No momento desta entrevista, Carla Diaz tinha 17 buquês de flores enviados por fãs espalhados pela sala. Antes de entrar no "Big Brother Brasil 21", ela contabilizava dois milhões de seguidores no Instagram. Após passar dois meses no programa, esse número saltou para 8 milhões. É gente que agora lhe pede "um pay per view" de sua casa. Não à toa, passou a fazer trasmissões ao vivo em que mostra brincadeiras com o cachorro Chaplin e as reações da mãe em paredões. Batizou a série de #diazdelive. A última bateu 4,6 milhões de visualizações.

Até então mais conhecida pelo bordão "inshalá (muito ouro)" (que tatuou na costela), da personagem Khadija de “O clone”, Carla, de 30 anos, aceitou o convite para participar do reality show depois de vencer o câncer que a fez retirar metade da tireoide ("decidi ali que viveria cada segundo sem me privar de nada"). E após rodar os dois filmes em que interpreta Suzane von Richthofen. Dirigidos por Maurício Eça, os longas "O menino que matou meu pais” e “A menina que matou os pais”, tiveram estreia adiada por causa da pandemia e agora têm previsão de chegar aos cinemas, lançados pela Galeria Distribuidora, no segundo semestre.

Quando Carla soube, os testes para escolher quem viveria a ré confessa e condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, estavam acontecendo há um ano sem que a produção encontrasse a atriz para o papel. Pensou: "Por que não eu?". Ela tinha 12 anos na época do crime e conta que a cena não saía de sua cabeça ("como uma filha faz isso com os pais?").

Àquela altura, a atriz já fazia sucesso. Dos 6 aos 9 anos, encarnou a Maria da primeira versão de “Chiquititas”, novela infantil que virou febre nos anos 1990. Era, inclusive, a campeã de cartas do elenco. Filha única de uma artista plástica paulista e um administrador de empresas uruguaio, Carla era uma criança comunicativa e começou a fazer publicidade aos 2 anos. Chegou a ter dez comerciais no ar ao mesmo tempo. Um deles, o anúncio da moeda Real. Ela só se recusou a fazer uma propaganda... a de um xampu contra piolhos.

— De jeito nenhum! Meus amigos iam achar que eu tinha piolho — diverte-se a paulistana, que mudou-se para o Rio aos 10 anos, fez teatro com os Atores de Laura e cursou Cinema na Estácio de Sá.

Em conversa pelo telefone, a atriz conta que precisou se distanciar do julgamento pessoal para viver Suzane ("passei por estados emocionais que nunca tinha vivido") e diz que não se culpa por atitudes no BBB ("quem nunca foi Carla Diaz e se apaixonou?").

Leia a entrevista completa aqui.