Ex-BBB Lucas Fernandes é primeiro estrangeiro a entrar na Síria após reabertura de fronteira, onde grava doc

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Lucas durante um papo com população local na Turquia
Lucas durante um papo com população local na Turquia

Lucas Fernandes visitou alguns destinos como Turquia e Dubai recentemente. O ex-BBB, modelo e empresário, claro, aproveitou para turistar por esses locais, apesar de esse não ser o foco principal da viagem. Na rota feita por ele, destaca-se a Síria, que até hoje possui pontos com sinais de destruição por conta dos conflitos que ocorreram na região. Acompanhado do diretor de cinema Thelmo Maia, sócio do projeto autoral que realiza, Lucas foi ao local para gravar um documentário. Segundo ele, a equipe foi a primeira a receber autorização para a entrada no país desde o fechamento das fronteiras, no início deste ano.

"A gente recebeu autorização do Ministério de Turismo e do Secretário Geral do país. Fomos os primeiros estrangeiros a entrar na Síria, depois que eles fecharam as fronteiras em março. Então, o acesso foi restrito em vários lugares, zonas de guerra...", relata ele sobre a experiência.

"Viemos para cá para mostrar os dois lados. O recomeço e também a felicidade das pessoas, por mais que elas estejam passando (e tenham passado) por tudo que aconteceu ao longo dos últimos anos", acrescenta Lucas, que já retornou ao Brasil.

A viagem à Siria faz parte da segunda temporada do projeto. Em ocasião anterior, por exemplo, visitaram Israel. A produção foi para a TV. Desta vez, no roteiro, que conta com a realização de 12 episódios, eles passaram por cidades na Turquia, onde Lucas teve a companhia da noiva, Ana Lúcia, e Dubai, além da Síria.

"A gente vai para os lugares para trazer coisas além das concepções que normalmente as pessoas têm. Quando se fala em Síria, temos a ideia pré-concebida de que é um lugar de muita guerra e sofrimento, o que não deixa de ser. Mas existe muitas coisas para serem mostradas. Foi isso que a gente foi em busca, mostrar as pessoas, o recomeço. A felicidade que tem por trás de tudo isso, a esperança também. A reconstrução que pode acontecer e está acontecendo", afirma o modelo, que continua:

"Quando a gente pesquisa sobre esse lugar, tudo o que vem é só destruição, guerra, morte e infelicidade. Mas eles são pessoas que merecem outra atenção também. São sobreviventes e com muitos ensinamentos. Entendi muito o conceito de generosidade e de bondade. Eles têm valores de comunidade e família muito fortes. O movimento é de união, para que eles consigam se reerguer depois de tudo o que aconteceu, o que é muito triste."

Lucas conta ainda que durante a presença da equipe no país, precisavam ser revistados a todo momento e haviam pessoas armadas em pontos estratégicos da região. "Tem essa pressão. Não podemos sair de perto das pessoas que estão nos acompanhando porque não é seguro fazer isso", diz o modelo.