Ex-BBBs citam ensinamentos do confinamento da TV que levaram para a quarentena

Leonardo Ribeiro
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Se tem um grupo de pessoas no Brasil que foi privilegiado por experimentar como é a vida em quarentena antes de imaginarmos que isso um dia iria acontecer para todos, é a galera que participou do “Big Brother Brasil 20”. Ao escolherem se aventurar em um confinamento por opção, os ex-brothers tiveram a oportunidade de adquirir aprendizados para aplicarem agora, neste isolamento por obrigação.

— Ainda estou um pouco anestesiada com tudo o que aconteceu, não só com minha carreira, mas em relação à pandemia. Até o último minuto antes de sair da casa, eu achava que o coronavírus já tinha passado, ou que a proporção teria diminuído. Não tínhamos noção. Mas entendo que o momento é necessário, precisamos nos cuidar. Logo, logo, isso vai passar e vamos poder celebrar — espera Rafa Kalimann, a vice-campeã da edição.

Justamente pela falta de noção da real proporção que a pandemia tomou, alguns participantes acabaram cometendo um ou outro deslize na vida real. Guilherme Napolitano, por exemplo, foi visitar Flayslane em um hotel em São Paulo, logo após ela ser eliminada da disputa. O modelo apareceu de máscara no vídeo que registra o encontro, mas acabou criticado pelos fãs por ter furado a quarentena.

— As pessoas estavam certos em me criticar. Acabei me arrependendo. Fui no calor do momento de querer vê-la. E como Flay estava no hotel ao lado da minha casa, acabei saindo. Apesar de ter errado, fui tomando todos os cuidados possíveis — pondera Guilherme, que, agora, tem ficado quieto em casa: — Estou treinando, curtindo minha família... Assisto e faço lives, e estou tirando um tempo para criar conteúdos para as redes sociais.

Thelma

“Aprendi a valorizar mais o contato com a natureza. Antes do programa, minha rotina era ficar três horas no trânsito e mais 12 em pé no plantão. Mas dentro do ‘BBB’, tinha muito contato com passarinhos, qualquer borboleta que passava eu já achava que era um sinal… Até olhar para o céu mais vezes é algo que aprendi a valorizar. Quando a quarentena passar, quero curtir mais os parques, aproveitar mais os dias de sol”.

Rafa Kalimann

“Sempre fui muito conectada, sempre pensando em trabalho. Minha cabeça só desligava na hora de dormir. Mas, na casa, colocamos o mundo no mudo, ficamos mais próximos do nosso ‘eu’. É necessário para lidarmos com todos os desafios do jogo. Entendi que posso aprofundar isso ainda mais em mim. Aprendi que precisamos desse tempinho para ficar sem fazer nada, ou para ver um filme, ler um livro... E sem me cobrar tanto. Eu estou mais calma”.

Victor Hugo Teixeira

“No confinamento, aprendi a fazer vários exercícios com a Mari (Gonzalez). Agora, tenho praticado aqui em casa, sem precisar dos aparelhos. E tenho investido meu tempo no desenvolvimento de um reality show musical que será apresentado em breve. Sinto falta de abraços, sair com os amigos e da minha casa em São Paulo. É que estou em Imperatriz (MA)desde o fim do programa”.

Marcela Mc Gowan

“Uma coisa eu já fazia muito antes da casa, mas agora faço mais ainda, é olhar o céu, a lua e as estrelas”.

Manu Gavassi

“No confinamento, aprendi a ter um tempo para mim, para não fazer nada. E isso sem culpa. A gente sempre acha que deveria estar produzindo mais. Esse lance de meditar, que eu fazia lá dentro, não era algo que realmente praticava aqui fora. Ajudava só em momentos pontuais. Mas ao fazer diariamente, tem me dado um suporte. Era o que me acalmava e estou levando esse aprendizado”.

Gizelly Bicalho

“Nem tudo é trabalho. Pelo menos uma vez ao dia, eu consigo parar para ler e fazer atividade física em casa. Também estou aproveitando para ficar com minha mãe, porque não moramos juntas, mas ela está em casa desde o fim do ‘BBB’. Do lado psicológico, o confinamento me ensinou a confiar mais em mim e parar de me sabotar”.

Daniel Lenhardt

“Depois do ‘BBB’, estou mil vezes mais em contato com as pessoas que amo e dando mais valor a elas. Algo que antes passava despercebido. Outra coisa é o contato com a natureza, que já era forte e passou a ser maior ainda. Procuro sentir toda a conexão que ela me dá, mesmo dentro de casa”.