Ex-Botafogo, meia Gabriel Cortéz é preso por envolvimento com crime organizado no Equador

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O meia-atacante equatoriano Gabriel Cortéz, artilheiro do campeonato nacional do país pelo Barcelona de Guayaquil, foi preso com outras 18 pessoas nesta sexta-feira em uma operação policial contra uma quadrilha que atua na província costeira de Esmeraldas, na fronteira do Equador com a Colômbia. Também foram apreendidas armas, munições, veículos e drogas, segundo informações da imprensa equatoriana.

Ex-Botafogo, Cortéz é acusado pelas autoridades de ordenar assassinatos e receber informações sobre as vítimas mortas pela organização conhecida como Los Tiguerones. "Não apenas acreditamos que ele tenha participação (com o grupo criminoso), mas foi ele quem ordenou e recebeu as informações sobre as pessoas que os assassinos atacaram, privando-as de suas vidas”, disse o ministro da Defesa Interior, Patricio Carrillo, em entrevista coletiva. Entre os presos, estão três policiais.

Viralizaram no Equador as imagens do jogador de 26 anos chegando de helicóptero algemado para uma audiência que determinou a prisão preventiva de 90 dias para ele e os outros investigados.

As autoridades ligam Los Tiguerones à Frente Oliver Sinisterra, grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que opera perto da fronteira com o Equador e é culpado pelo sequestro e assassinato de três jornalistas equatorianos em 2018. Los Tiguerones são acusados de narcotráfico, terrorismo, assassinato, assassinatos por encomenda, extorsão, e tráfico ilícito de armas, munições e explosivos.

Apelidado de Loco, o jogador chegou ao Barcelona nesta temporada. Marcou sete gols em oito partidas do campeonato equatoriano e ajudou o time comandado pelo argentino Jorge Célico a ser líder da primeira fase do torneio. Depois da prisão, o clube disse que respeitará as investigações e tomará providências internas somente depois delas.

Cortéz se envolveu em polêmicas e episódios de indisciplina antes disso. Em 2017, no Independiente del Valle, onde começou a carreira, foi temporariamente separado da equipe por insultar um árbitro.

Em 2020, teve que deixar o Botafogo após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais enquanto bebia bebidas alcoólicas com amigos e elogiava o Flamengo. Teve passagem apagada e discreta pelo alvinegro, marcada pelo gosto pela noite e pela batalha com a balança, e encerrada com apenas quatro jogos e nenhum gol. Já em sua primeira convocação para a seleção do país, foi dispensado após fugir da concentração para uma noitada.

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