Ex-CEO que enganou o mundo com falsa ‘startup revolucionária’ passará por avaliação psiquiátrica

Marcus Couto
Elizabeth Holmes, ex-CEO da Theranos. (Foto: REUTERS/Brendan McDermid)
Elizabeth Holmes, ex-CEO da Theranos. (Foto: REUTERS/Brendan McDermid)

Elizabeth Holmes, a ex-executiva-chefe da Theranos, uma startup de medicina que enganou o mundo com um falso plano para revolucionar exames de sangue, vai passar por uma avaliação psiquiátrica a pedido da Justiça dos Estados Unidos. O pedido foi emitido pelo juiz Edward Davila, da Califórnia, nesta quarta-feira (9). 

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Inicialmente, a própria defesa de Holmes disse que apresentaria evidências de uma perita psiquiátrica relacionadas a uma – nas palavras dos advogados – “doença, defeito ou condição mental”. 

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Mas a Justiça decidiu seguir por outro caminho, e apontar uma especialista independente para conduzir as investigações, ao longo de 14 horas, por dois dias. As análises serão registradas em vídeo. 

Elizabeth Holmes é acusada de fraude. A empresa que ela criou, a Theranos, chegou a ser avaliada em US$ 9 bilhões, e colocou Holmes no centro das atenções do mercado de tecnologia. 

Ela foi capa de algumas das maiores revistas do ramo, descrita como “empreendedora genial”. 

Ela prometia ser capaz, por meio de sua startup, de revolucionar o mercado de exames médicos, realizando inúmeros testes com uma simples gota de sangue. 

No entanto, o que se descobriu depois era que tudo não passava de uma farsa: os testes eram imprecisos, e a Theranos usava até o equipamento de outras empresas (tradicionais) para realizar os tais “exames revolucionários”. 

Holmes se tornou desde então um exemplo de que é preciso olhar com cautela para as “promessas miraculosas” do Vale do Silício. 

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