Ex-chanceler alemã Merkel defende sua política em relação à Rússia

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A ex-chanceler alemã Angela Merkel defendeu nesta terça-feira (7) sua política em relação à Rússia e afirmou que não precisa "se desculpar" por ter defendido a diplomacia e o comércio para tentar evitar uma guerra na Ucrânia.

Merkel, que falava pela primeira vez após sua aposentadoria da vida política há seis meses, mais uma vez condenou fortemente a invasão russa da Ucrânia, que não tem "nenhuma justificativa".

"É uma violação brutal do direito internacional para a qual não há nenhuma desculpa", apontou.

Merkel disse que estava ciente há vários anos da ameaça que o presidente russo, Vladimir Putin, representava para a Ucrânia.

Era do interesse da Alemanha "encontrar um modus vivendi com a Rússia para não nos encontrarmos em um estado de guerra" e "ser capaz de coexistir apesar de todas as nossas diferenças", acrescentou Merkel, que governou a principal economia da Europa durante 16 anos.

Desde a invasão russa da Ucrânia, a ex-chefe de governo de centro-direita foi acusada de ter aumentado a dependência europeia da energia russa, especialmente ao promover a construção do gasoduto Nord Stream 2, apesar das reservas de seus parceiros europeus e norte-americanos.

O gasoduto, que deveria dobrar a capacidade de fornecimento de gás russo à Alemanha, foi finalmente suspenso desde a agressão russa, sem ter entrado em operação.

Por muito tempo, a Alemanha praticou uma política de mão estendida em relação à Rússia, sob a premissa de que o comércio levaria a uma democratização progressiva do país.

"Não achei que Putin mudaria graças às nossas relações comerciais", disse Merkel.

Mas, para ela, era evidente que a Rússia seria "sempre um vizinho da Europa, o que não pode ser totalmente ignorado", acrescentou em uma entrevista concedida a um jornalista do semanário Der Spiegel em um teatro de Berlim.

Embora uma aproximação política fosse impossível, “era pertinente ter pelo menos relações comerciais”, destacou.

"E não vou me desculpar" pela linha política seguida nos últimos anos, concluiu a ex-chanceler.

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