Ex-chanceler alemão Schroeder está em Moscou e reunião é possível, diz Kremlin

Ex-chanceler da Alemanha Gerhard Schroeder durante entrevista à Reuters em seu escritório em Berlim

MOSCOU (Reuters) - O Kremlin disse nesta terça-feira que acredita que o ex-chanceler alemão Gerhard Schroeder está em Moscou, e não descartou possíveis contatos com ele.

"Tanto quanto sabemos, ele está em Moscou", disse o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov aos repórteres quando perguntado se o Kremlin tinha conhecimento de relatos de que Schroeder havia viajado para Moscou na terça-feira.

"Não há reunião como tal, mas não descartamos possíveis contatos", acrescentou Peskov.

A emissora alemã RTL informou no final da segunda-feira que Schroeder estava em Moscou, colocando uma foto dele em seu site. Perguntado pela RTL se ele se encontraria com o presidente russo Vladimir Putin, Schroeder disse, segundo a emissora: "Estou de férias aqui por alguns dias. Moscou é uma cidade linda".

O escritório de Schroeder na Alemanha não respondeu imediatamente a um pedido de comentários sobre o motivo da viagem de Schroeder a Moscou.

A Gazprom na segunda-feira disse que reduziria o fornecimento de gás para a Alemanha através do gasoduto Nord Stream 1 para apenas 20% da capacidade a partir de quarta-feira por causa de uma turbina que, segundo a empresa, precisava ser interrompida. A Alemanha rejeitou essa explicação.

Schroeder tem sido uma figura-chave nos laços energéticos entre os dois países, atuando como chanceler da Alemanha de 1998 a 2005, antes de assumir uma posição controversa no conselho supervisor da empresa petrolífera russa Rosneft, controlada pelo Estado.

Ele ainda atua como presidente do comitê de acionistas da Nord Stream AG, a operadora do oleoduto de propriedade majoritária da Gazprom, de acordo com seu perfil no LinkedIn.

Defensor do gasoduto Nord Stream que transporta gás russo para a Alemanha sob o Mar Báltico, ele foi nomeado para um cargo no conselho da Gazprom apenas três semanas antes de Moscou enviar tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, no que a Rússia chama uma "operação militar especial".

Em reação à recusa do ex-chanceler de se distanciar do presidente da Rússia, Vladimir Putin, --incluindo uma reunião cara a cara em Moscou em março-- os principais partidos políticos alemães em maio concordaram em destituí-lo de seu direito a um escritório com financiamento público, fechando a operação financiada pelos contribuintes e realocando pessoal.

No mesmo mês, Schroeder rejeitou a nomeação da Gazprom e se retirou da diretoria da Rosneft.

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