Ex-CNN será secretário nacional de Justiça no governo Lula

Ele já foi conselheiro da Human Rights Watch, organização que defende e realiza pesquisas sobre direitos humanos

Ex-CNN será secretário nacional de Justiça no governo Lula (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)
Ex-CNN será secretário nacional de Justiça no governo Lula (Foto: Mauricio Santana/Getty Images)
  • O advogado criminalista Augusto Botelho (PSB), 45 anos, escolhido para ocupar o cargo;

  • Ele já foi conselheiro da Human Rights Watch, organização que defende e realiza pesquisas sobre direitos humanos;

  • Na comunicação, Botelho já foi um dos integrantes fixos do programa "O Grande Debate", da CNN Brasil.

Na semana passada, o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB-MA) anunciou os novos nomes que comporão a pasta. Entre eles, está o advogado criminalista Augusto Botelho (PSB), 45 anos, escolhido para ocupar o cargo de secretário nacional de Justiça do país em 2023.

Nascido e criado em São Paulo, Botelho é casado com a ex-modelo e médica Ana Claudia Michels e pai de Iolanda, Santiago e Téo, é formado em direito pela Faculdade de Direito da Universidade Paulista. Membro do Grupo Prerrogativas e crítico da Lava Jato, concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSB em São Paulo nesta eleição, mas não foi eleito.

O currículo profissional do advogado paulistano é diversificado. No início de sua carreira, trabalhou no escritório de Márcio Tomaz Bastos, que foi ministro da Justiça durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já foi conselheiro da Human Rights Watch, organização que defende e realiza pesquisas sobre direitos humanos, e do Projeto Inocência que luta contra as condenações de inocentes no país.

Na comunicação, Botelho já foi um dos integrantes fixos do programa "O Grande Debate", da CNN Brasil. Sua saída da função se deu após um desentendimento com o comentarista conservador, Caio Coppola. Ele também já atuou como colunista do UOL, entre setembro de 2021 e março de 2022.

Botelho é membro do Grupo Prerrogativas e já teceu duras críticas a Operação Lava Jato e à atuação do Juiz Sérgio Moro à frente do processo de Lula.

"Não é uma questão de ser contra a Lava Jato, mas contra abusos cometidos pelo Ministério Público e pelo Judiciário, seja na Lava Jato ou em outras ações. O combate à corrupção é uma das pautas mais importantes na política, ele precisa ser aperfeiçoado e continuar sendo feito", afirmou.

O advogado também já se posicionou publicamente a favor da descriminalização das drogas no Brasil.

"A política brasileira de drogas é uma catástrofe, vai na contramão da política de diversas democracias do mundo. Serve muito mais para acentuar o grave problema da seletividade penal e encarcerar cada vez mais o real cliente do sistema carcerário brasileiro: o jovem, negro, pobre, primário", escreveu.