Ex-comandante da Aeronáutica diz que saída foi decisão de Bolsonaro

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Ex-comandante da Aeronáutica, Antonio Carlos Moretti Bermudez (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Ex-comandante da Aeronáutica, Antonio Carlos Moretti Bermudez (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em depoimento divulgado na noite desta terça (30), o tenente-brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez afirmou que foi exonerado do comando da Força Aérea Brasileira por uma decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Moretti Bermudez e os comandantes do Exército, general Edson Pujol, e da Marinha, almirante Ilques Barbosa, arquitetavam um pedido de demissão conjunto após a demissão do general Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa. 

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Entretanto, em reunião na manhã desta terça, com o novo ministro da Defesa, o general Walter Braga Netto, os três receberam a informação de que tinham sido demitidos.  

Em documento, o ministério não informou o motivo da saída dos três e também não anunciou os substitutos.

No vídeo, Moretti Bermudez diz que recebeu a notícia como "um bom soldado, que dedicou 46 anos de sua vida a servir ao seu país" e pediu que os integrantes da Força Aérea se orgulhem "dessa verdadeira obra em prol da consolidação de um Brasil forte, coeso e soberano".

Reação à saída de Azevedo e Silva

Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1, a saída de Fernando Azevedo e Silva, nesta segunda (29), foi recebida com preocupação por integrantes da ativa e da reserva das Forças Armadas e como algo além de uma troca para acomodação de espaços no primeiro escalão do governo.

Um general da reserva afirmou ao colunista que enxergou o movimento como um sinal de que o presidente Jair Bolsonaro deseja ter maior influência política nos quartéis.

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