Ex-coordenadora da Saúde diz à CPI que falas de Bolsonaro atrapalham campanha de vacinação

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BRASÍLIA, DF, 08.07.2021: FRANCIELI-FONTANA - CPI da Covid no Senado ouve nesta quinta-feira (8) Francieli Fontana, ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 08.07.2021: FRANCIELI-FONTANA - CPI da Covid no Senado ouve nesta quinta-feira (8) Francieli Fontana, ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ex-coordenadora do PNI (Plano Nacional de Imunização) Francieli Fontana afirmou à CPI da Covid que largou a coordenação do programa por causa da politização do assunto. Ela citou que o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro teria atrapalhado a efetividade da campanha.

Segundo Fontana, é importante que exista uma comunicação única no governo federal, independente do escalão que a pessoa esteja.

É uma opinião pessoal, eu enquanto coordenadora preciso de apoio que seja favorável a fala. Quando ele [Bolsonaro] não fala favorável isso pode trazer prejuízo."

A ex-coordenadora do PNI afirmou que fez todos os esforços para ter um programa de imunização de sucesso. No entanto, não teve apoio do governo.

"Para um programa ter sucesso é necessário ter vacina e campanha publicitária efetiva. Eu não tive nenhum dos dois."

PRESSÃO EM VACINAÇÃO

Fontana afirmou à CPI da Covid que a pressão para incluir grupos prioritários atrapalhou a campanha para a Covid-19.

"Sofrer pressão de todos os segmentos para entrada de grupos trouxe dificuldades para a campanha. Se tivesse vacina suficiente, não precisaria dessa fragmentação", disse Fontana.

Ela afirmou que o plano de operacionalização da campanha, divulgado em dezembro pelo governo, foi feito dentro de uma "lógica técnica", em discussões de grupos de trabalho.

O plano de imunização sofreu diversas alterações que foram vistas com ceticismo por especialistas e pelos próprios membros dos grupos de trabalho do PNI, que suspeitaram de intervenção política.

No começo de dezembro, por exemplo, a Saúde excluiu da versão preliminar do documento a população carcerária. Em janeiro, caminhoneiros foram inseridos nesta lista. (Mateus Vargas e Raquel Lopes)

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