Ex-funcionária de banco era forçada a usar "roupas sensuais" para atrair clientes

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Ex-funcionária relata que era obrigada a usar roupas curtas para trabalhar (Getty Image)
Ex-funcionária relata que era obrigada a usar roupas curtas para trabalhar (Getty Image)
  • Gerente pedia que subordinada usasse saia curta e batom vermelho

  • Banco foi condenado a pagar R$ 50 mil para a trabalhadora 

  • Caso de assédio moral e sexual aconteceu em Florianópolis (SC)

Uma ex-colaboradora de um banco em Florianópolis (SC) foi indenizada após ouvir de um chefe que "deveria usar a beleza, já que não tinha talento”. Ele exigia que a subordinada usasse batom vermelho, salto salto e saia curta nos locais de concentração de possíveis clientes próximos à agência.

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A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a instituição a pagar R$ 50 mil para a trabalhadora como indenização pela prática de assédio moral e sexual durante os 4 anos em que a bancária trabalhou no local.

O assédio aconteceu quando a jovem tinha apenas 23 anos. Segundo a ex-funcionária, a situação gerou problemas com a família e acarretou um quadro de depressão. Na época da apuração do caso, testemunhas afirmaram que o gerente pedia para que a subordinada usasse roupas mais sensuais para conquistas clientes.

Na acusação, a trabalhadora pedia uma “punição exemplar, com o fim de extinguir do ambiente de trabalho a falsa ideia de que a mulher tem que se sujeitar a tudo, ouvir qualquer ‘piadinha’ ou sofrer assédios sem se revoltar e protestar”.

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