Ex-ginasta acusada de jogar a filha recém nascida do 6° andar voltará à prisão

A decisão define que a ex-ginasta fique presa até o julgamento do recurso ministerial, cuja data ainda não foi informada (Foto: Getty Creative)
A decisão define que a ex-ginasta fique presa até o julgamento do recurso ministerial, cuja data ainda não foi informada (Foto: Getty Creative)

A ex-ginasta Ana Carolina Moraes da Silva, suspeita de matar a filha recém-nascida ao jogá-la em um duto de lixo, do 6° andar, de um prédio em Santos, no litoral de São Paulo, voltará à prisão preventiva. A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) foi comunicada na quinta-feira (9), segundo informações do G1.

O Ministério Público (MP) havia ingressado com um recurso no TJ-SP pedindo o retorno da acusada à prisão. A mulher estava em liberdade provisória desde o último dia 3 de junho, quando recebeu um alvará de soltura. Ela também havia conseguido a suspensão do júri junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A decisão define que a ré fique presa até o julgamento do recurso ministerial, cuja data ainda não foi informada. Entretanto, a defesa da ex-ginasta, a advogada Letícia Giribelo, informou que vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O caso

A bebê foi encontrada morta em 28 de junho de 2018 dentro de uma lixeira que fica na frente de um prédio em Santos. De acordo com o G1, a recém nascida do localizada por um catador de materiais recicláveis que remexia o lixo, na Rua Bahia, no bairro Gonzaga. Testemunhas informaram, na época, que a menina estava enrolada com jornais e dentro de um saco preto.

Exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) indicaram que a morte foi causada por traumatismo craniano na criança, provavelmente pela queda do 6° andar.

A polícia chegou ao pai da bebê através de um ticket fiscal da compra de um pacote de fraldas descartáveis, que estava junto ao corpo da recém-nascida. O homem foi encontrado perto do prédio e indicou que Ana Carolina e a filha de 3 anos estavam em outra cidade.

De acordo com o delegado do caso, a mãe da bebê trocou mensagens com o homem alegando estar insatisfeita com “mais uma boca pra comer”.

O casal foi preso no mesmo dia, mas o pai, porém, foi solto na manhã seguinte. A mãe foi indiciada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já o pai por favorecimento pessoal.

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