Ex-guarda centenário de campo de concentração nazista é indiciado

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(Arquivo) Vista geral do antigo campo de concentração nazista de Sachsenhausen em Oranienburg, norte de Berlim

Um ex-guarda do campo de concentração nazista de Sachsenhausen (Alemanha), já centenário, foi indiciado por cumplicidade e incitação ao assassinato, disse a Promotoria de Neuruppin (leste) à AFP nesta segunda-feira (8).

O homem está sendo julgado por cumplicidade em 3.518 assassinatos de internados, de acordo com a Promotoria, que considera que ele pode ser julgado apesar da idade.

Este indivíduo é acusado de ter ajudado e instigado "com consciência e deliberadamente", entre 1942 e 1945, o assassinato dos prisioneiros do campo de concentração de Sachsenhausen, em Oranienburg, cidade ao norte de Berlim.

Ele integrou o batalhão de guardas do campo até fevereiro de 1945. Hoje reside na região de Brandeburgo, perto de Berlim.

O tribunal regional de Neuruppin agora deve decidir se está apto para ser julgado.

Mais de 75 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, uma dúzia de investigações judiciais vinculadas aos crimes nazistas continuam em andamento.

Um ex-guarda das SS do campo de Stutthof, de 95 anos, foi denunciado em julho por cumplicidade no assassinato de várias centenas de prisioneiros. Sua capacidade para comparecer a um tribunal ainda está sendo avaliada e não há uma data marcada para o julgamento.

Em julho de 2020, o tribunal de Hamburgo condenou a dois anos de prisão Bruno Dey, um ex-guarda de um campo de concentração, de 93 anos, por cumplicidade em 5.232 casos de assassinatos ou tentativa em Stutthof.

Por mais controversa que seja esta justiça tardia, ela permite "dar voz às vítimas, aos seus familiares, e devolver os fatos à consciência pública", explicou à AFP em um processo anterior o advogado Andrej Umansky, autor de um livro sobre a Shoah (Holocausto).

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