Ex-líder da extrema direita austríaca é acusado de corrupção

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O ex-líder da extrema-direita austríaca, Heinz-Christian Strache, em Viena, Áustria

O ex-líder da extrema direita austríaca e ex-vice-chanceler Heinz-Christian Strache foi acusado de "corrupção" após o chamado escândalo "Ibizagate", que causou a queda do governo, anunciou o Ministério Público nesta quinta-feira (15).

A acusação refere-se à "concessão de vantagens" a Strache em troca de seu "apoio para modificar uma lei" para permitir que uma clínica fosse aprovada pela previdência social, explicaram os promotores em nota.

Em 2019, a coalizão entre conservadores e extrema direita caiu após uma armadilha armada para o presidente do Partido da Liberdade da Áustria (FPO), filmado sem seu conhecimento, em Ibiza.

O vídeo, gravado quando ele era candidato ao Legislativo, em 2017, mostrava sua disposição em se comprometer em troca de financiamento oculto.

Sua divulgação nos meios de comunicação ocorreu quando já era o número dois do governo, e provocou um terremoto político na Áustria e a abertura de várias investigações.

Como parte dessas investigações, o celular de Strache foi confiscado e trocas de mensagens revelaram que ele havia intervindo uma vez no poder em 2018 para vincular uma clínica à previdência social.

O proprietário deste estabelecimento, especializado em cirurgia estética, era doador do FPO e convidou Strache para seu iate.

A pena para esse crime varia de seis meses a cinco anos de prisão. Segundo a imprensa, o empresário da clínica, ouvido pelo Ministério Público sobre uma doação de 10.000 euros (cerca de 12.000 dólares) ao FPO, também foi acusado.

Diante de uma comissão parlamentar, o empresário testemunhou que Strache passou quatro dias de férias com ele em sua casa em Corfu em 2016.

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