Ex-marido que matou juíza é transferido para presídio após ficar em silêncio na delegacia

Rafael Nascimento de Souza
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O engenheiro Paulo José Arronenzi, de 52 anos, acusado de matar a facadas a ex-mulher, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi, 45, foi transferido da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte. Ele deixou a especializada pouco depois das 10h.

Segundo a Polícia Civil, o exame de corpo de delito e a audiência de custódia serão feitos no próprio presídio nas próximas horas. O engenheiro se recusou a prestar esclarecimentos na delegacia e afirmou que só vai se manifestar na Justiça.

Paulo José foi detido por guardas municipais após assassinar a ex-companheira na frente das três filhas — uma de 9 anos e duas gêmeas de 7 — na Rua Raquel de Queiroz, na Barra da Tijuca, na véspera de Natal.

Os agentes questionaram se ele estava arrependido de seu ato. Como resposta, apenas chacoalhou os ombros, demonstrando não ter arrependimento e disse preferir morrer.

— Ele ficou o todo tempo calado, mas perguntamos se estava arrependido de algo. Ele balançou o ombro como queria dizer "tanto faz, tanto fez", só dizendo que era melhor morrer — relata o guarda municipal Adailton Moraes, ao EXTRA.