Ex-ministra condenada por separar migrantes é excluída do Parlamento dinamarquês

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Inger Stojberg (AFP/EMMANUEL DUNAND)

A ex-ministra dinamarquesa da Imigração Inger Støjberg foi inabilitada do seu mandato de deputada, após ter sido condenada a dois meses de prisão por ter separado ilegalmente casais de solicitantes de asilo.

A ampla maioria do Parlamento dinamarquês, o Folketing, votou em sua exclusão imediata, avaliando que sua condenação era incompatível com o cargo de deputada.

Na semana passada, um tribunal especial declarou culpada Støjberg, fervorosa defensora de propostas anti-imigração, por ter violado de forma deliberada a lei de responsabilidade ministerial ao determinar a separação de solicitantes de asilo quando a mulher é menor de idade, uma medida para combater os casamentos forçados.

Sua decisão infringia a Convenção Europeia de Direitos Humanos, segundo o tribunal que julga ministros por atos cometidos durante o seu mandato, e que a condenou a uma pena de prisão pela primeira vez em sua história.

Em 2016, 23 casais, a maioria com pouca diferença de idade, foram separados sem que tivesse sido feita uma investigação caso a caso, segundo as instruções do ministério.

A decisão da ministra foi considerada "ilegal" porque não foram feitas exceções e não se pediu ao serviço migratório que considerasse casos individuais.

Após sua exclusão na terça, a ex-ministra declarou que preferia "ser expulsa do Parlamento por ter tentado proteger meninas jovens do que ser expulsa pelo povo dinamarquês" por ter feito vista grossa.

"Não pensem que não vão voltar a me ouvir", disse a ex-ministra liberal, que poderá ingressar em um partido anti-imigração, embora não tenha feito comentários sobre seu futuro.

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