Ex-ministro tunisiano detido rejeita ingestão de alimentos e remédios

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(Arquivo) Noureddine Bhiri, ex-ministro da Justiça da Tunísia, durante entrevista coletiva, em 25 de junho de 2012, em Tunes (AFP/Fethi Belaid) (Fethi Belaid)

O ex-ministro da Justiça da Tunísia, Noureddine Bhiri, homem-forte do partido de inspiração islamista Ennahdha que foi detido na sexta-feira e hospitalizado depois, se recusa a ingerir alimentos e a tomar medicamentos, informou nesta segunda-feira (3) à AFP uma fonte que o visitou no domingo.

O ministro do Interior, Taoufik Charfeddine, declarou hoje que a prisão de Bhiri foi provocada por "suspeitas de terrorismo".

"Havia temor de um ato terrorista que afetasse a segurança do país e foi necessário reagir", explicou o ministro, que afirmou ter encaminhado uma série de elementos ao Ministério de Justiça e ao Ministério Público, que "tardaram" a tomar medidas.

Segundo a fonte consultada pela AFP, uma delegação de cinco pessoas - três da instância de prevenção da tortura (INPT, uma autoridade independente) e dois do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Acnudh) - teve acesso ao hospital de Bizerta (norte), onde Bhiri foi internado.

"Neste momento, ele não se encontra em uma situação crítica", disse a fonte à AFP.

Detido na última sexta-feira, Bhiri, de 63 anos, "está vivo e lúcido. Encontra-se hospitalizado em um quarto individual na ala de cardiologia do hospital", acrescentou.

No domingo, militantes de seu partido afirmaram que ele estava em "estado crítico" e "privado de medicamentos".

Bhiri sofre de hipertensão e diabetes. A equipe médica do ex-ministro espera que ele seja transferido para um hospital militar.

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