Ex-premiê francês é condenado por emprego-fantasma da esposa

(Arquivo) Ex-premiê francês François Fillon e sua mulher, Penelope, comparecem à Justiça em 27 de fevereiro de 2020 (AFP/Stephane de Sakutin) (Stephane de Sakutin)

A Justiça francesa condenou o ex-primeiro-ministro conservador François Fillon a um ano de prisão, nesta segunda-feira (9), no julgamento de recurso, pelo emprego-fantasma criado para sua mulher como assistente parlamentar, na época em que era deputado.

O ex-chefe de governo (2007-2012) foi condenado a quatro anos de prisão, um deles obrigatório; a pagar uma multa de 375 mil euros (em torno de US$ 400 mil); e a dez anos de inelegibilidade, conforme a sentença.

O Tribunal de Apelações de Paris condenou sua esposa, Penelope Fillon, a dois anos de prisão com suspensão da pena, 375.000 euros em multa e dois anos de inelegibilidade.

O suplente de Fillon, Marc Joulaud, foi condenado, por sua vez, a três anos de prisão com suspensão da pena e a cinco anos de inelegibilidade.

François Fillon, de 68 anos, Penelope, de 66, e o terceiro réu, de 54, não compareceram à leitura da sentença. Desde o início do processo, o casal Fillon nega ter cometido qualquer irregularidade.

De acordo com os advogados de defesa, os acusados vão recorrer da sentença.

O escândalo remonta a janeiro de 2017, quando o jornal semanal "Le Canard enchaîné" revelou o "Penelopegate", em plena campanha eleitoral presidencial de 2017. A notícia levou à abertura de uma investigação.

Então grande favorito nas pesquisas como exemplo de integridade, Fillon foi indiciado seis semanas antes do primeiro turno e não conseguiu chegar ao segundo. Acabou se aposentando da política.

Entre 1998 e 2013, sua mulher recebeu um total de 612 mil euros como assistente parlamentar do marido, quando ele era deputado e, depois, de seu suplente. Segundo a acusação, Penelope nunca exerceu a função.

Em primeira instância, em junho de 2020, François Fillon foi condenado a cinco anos de prisão - dois deles de cumprimento obrigatório -, e sua esposa, a três anos de prisão com suspensão da pena.

Constituída como parte civil, a Assembleia Nacional obteve, até o momento, uma indenização de cerca de 800.000 euros por perdas e danos.

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