Ex-presidente da Bolívia se considera 'prisioneira política' após cumprir três meses presa

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A ex-presidente interina da Bolívia, Jeannine Áñez (C), é escoltada por membros da Força Especial de Combate ao Crime após ser presa em La Paz

A ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, declarou neste domingo (13), dia em que completa três meses de prisão preventiva, que é uma "prisioneira política" e afirmou que as acusações contra ela não serão capazes de derrubá-la.

“O MAS decidiu que seu troféu de vingança continua detido na prisão, e aqui estou eu, cumprindo anos e 90 dias como prisioneira político”, disse Áñez em uma carta manuscrita publicada no Twitter.

A ex-presidente é acusada de crimes de sedição, terrorismo e conspiração, com base na denúncia de uma ex-deputada do Movimento ao Socialismo (MAS, esquerda), o partido no poder.

A essas denúncias foram acrescentadas outras por atos inconstitucionais durante seu mandato. O governo boliviano está investigando o recebimento de armas, munições de guerra e gás lacrimogêneo do Equador sob o mandato de Áñez e se foram usados nos conflitos sociais de 2019.

“Não vão derrubar meu espírito, mesmo que continuem a inventar crimes para encobrir os seus”, acrescentou na carta a ex-presidente, que em várias ocasiões denunciou que seu estado de saúde se deteriou na prisão.

Além de Áñez, dois de seus ministros foram presos.

No final de 2019, a Bolívia viveu uma fase de convulsão social, depois de a oposição denunciar que o então presidente Evo Morales havia cometido fraude eleitoral para garantir um quarto mandato.

Os conflitos levaram à renúncia de Morales, após 14 anos no poder, e seu posterior exílio no México.

A administração do presidente de esquerda Luis Arce, o herdeiro político de Morales, defende o discurso de que em 2019 houve um "golpe", enquanto a oposição aponta que houve uma rebelião popular contra os planos de Morales de governar até 2025.

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