Ex-presidente da Geórgia corre risco de vida na prisão, alertam médicos

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Ex-presidente da Geórgia Mikhail Saakashvili (AFP/Nicolas ASFOURI) (Nicolas ASFOURI)
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O ex-presidente georgiano Mikhail Saakashvili, que teve sua saúde afetada por duas greves de fome na prisão, corre o risco de morte, se não receber a atenção adequada - advertiram os médicos nesta sexta-feira (6).

Na primeira vez, Saakashvili, de 54 anos, recusou-se a comer por um período de 50 dias e, depois, por mais 20 dias, para denunciar sua prisão. Ele cumpre uma sentença de condenação por abuso de poder, em um caso que denuncia ser baseado em motivações políticas.

Nesta sexta-feira, médicos independentes que o examinaram na prisão relataram que o ex-presidente sofre de encefalopatia de Wernicke, de transtornos neurológicos graves, de anorexia e de estresse pós-traumático, entre outras condições.

Se não for transferido de emergência para um hospital, onde não estará exposto a "fatores de estresse", corre o risco de apresentar complicações neurológicas, as quais podem causar disfunção de múltiplos órgãos e morte, alertaram os médicos.

Até agora, as autoridades georgianas minimizaram as preocupações expressas por médicos e apoiadores do ex-presidente.

Presidente da Geórgia de 2004 a 2013, Sakaashvili foi detido e preso em outubro de 2021, ao voltar para este país da região do Cáucaso, após um exílio de vários anos.

Sua prisão alimentou a crise política que explodiu após as eleições legislativas de 2020. Nelas, o partido da situação obteve uma vitória muito apertada, denunciada como fraude pela oposição.

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