Ex-presidente do Barcelona pagou jornalistas para defendê-lo

Josep Maria Bartomeu ordenou pagamentos a jornalistas para que o defendessem e difamassem seus oponentes. Foto: Noelia Deniz/Urbanandsport/NurPhoto via Getty Images
Josep Maria Bartomeu ordenou pagamentos a jornalistas para que o defendessem e difamassem seus oponentes. Foto: Noelia Deniz/Urbanandsport/NurPhoto via Getty Images

As investigações sobre o “Barçagate”, o plano de difamação contra jogadores e personalidades do Barcelona, ​​continuam. As últimas informações indicam, segundo a investigação que está sendo conduzida pela Polícia da Catalunha, que Josep Maria Bartomeu, detido por esta causa, pagou a jornalistas para o defender.

Segundo o programa “Què t'hi jugues”, da rede de rádio Cadena Ser, a polícia catalã interceptou mensagens comprovando que o presidente culé ordenou pagamentos a jornalistas, até falsificando faturas, para que o defendessem e, além disso, atacassem, desacreditassem e difamassem seus oponentes. A polícia também alega que Barcelona falsificou e escondeu informações sobre o pedido real da Nicestream.

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A investigação do “Barçagate” começou após uma denúncia de um grupo de sócios chamado Dignitat Blaugrana, uma vez que o Caso I3 Ventures foi descoberto.

Essa empresa de serviços digitais, de propriedade da Nicestream, foi contratada para monitorar suas redes sociais e criar conteúdo, mas poderia ter incluído serviços para melhorar a imagem de Bartomeu e prejudicar a de jogadores e ex-presidentes por meio de contas vinculadas.

O Barça teria pago um milhão de euros (cerca de 5,5 milhões de reais) por ano à I3 Ventures para monitoramento e defesa da reputação nas redes sociais do presidente e do conselho de administração. Os pagamentos eram efetuados através de faturas que seriam repartidas entre diferentes departamentos, sempre por valores inferiores a 200 mil euros, o que impedia que os contratos passassem pela aprovação do conselho de administração.

Tanto o Barcelona quanto a empresa I3 Ventures negaram essas acusações.

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