Ex-presidente do Kosovo acusado de crimes de guerra vai à Justiça

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O presidente do Kosovo Hashim Thaci em coletiva de imprensa em Pristina após renunciar
O presidente do Kosovo Hashim Thaci em coletiva de imprensa em Pristina após renunciar

Hashim Thaçi, que renunciou na quinta-feira à presidência do Kosovo por sua acusação por crimes de guerra no conflito contra forças sérvias, comparecerá na segunda-feira pela primeira vez perante o tribunal especial, onde está detido.

"Em 9 de novembro de 2020 (...), ocorrerá o comparecimento inicial de Hashim Thaçi na sala de audiências das Câmaras Especializadas do Kosovo (KSC) em Haia", anunciou nesta sexta-feira (6) o tribunal, com sede nessa cidade holandesa.

Thaçi, ex-chefe político da rebelião independentista kosovar (UCK), renunciou ontem à presidência após a confirmação de sua acusação por crimes de guerra e contra a humanidade durante a guerra de 1998-99 contra as forças sérvias.

Ele será julgado junto com outros três suspeitos: o ex-porta-voz do UCK, Jakup Krasniqi; o ex-chefe de inteligência da guerrilha, Kadri Veseli; e uma das figuras de UCK, Rexhep Selimi.

Os quatro homens são acusados de cerca de 100 assassinatos, de desaparecimentos forçados e perseguições e torturas que foram cometidos entre março de 1998 e setembro de 1999.

Thaçi, de 52 anos, que foi presidente do Kosovo desde 2016 após ter sido primeiro-ministro, clama por sua inocência no conflito e acusa a justiça internacional de "reescrever a história".

A guerra do Kosovo, entre as forças sérvias e a guerrilha independentista kosovar albanesa, causou 13.000 mortes, em sua maioria albaneses. 

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