Ex-presidente do Peru diz ser perseguição denúncia de propina da Odebrecht

Sede da Odebrecht em São Paulo

O ex-presidente Alejandro Toledo, sobre quem pesa uma ordem de prisão preventiva por supostamente receber subornos da Odebrecht, ratificou sua inocência e denunciou dos Estados Unidos que enfrenta uma perseguição política no Peru.

"Me perseguem porque luto contra a pobreza, luto por um país democrático livre que respeite os direitos humanos com a liberdade de expressão e com uma justiça justa, onde prevaleça o estado de direito", afirmou Toledo em uma mensagem publicada em sua conta no Facebook.

O ex-presidente (2001-2006), que sempre se declarou inocente pelo caso de corrupção da Odebrecht, disse que é "um perseguido por ter devolvido a democracia ao Peru após a Marcha de los Cuatro Suyos", que liderou em 2000 contra o governo do ex-presidente (1990-2000) Alberto Fujimori, que cumpre desde 2007 uma condenação de 25 anos por crimes contra a humanidade.

"Podem ter a absoluta certeza que nunca cometi um ato doloso de dinheiro", acrescentou.

Entre fevereiro e abril a justiça peruana anunciou dias ordens de prisão preventiva por 18 meses contra Toledo. A primeira tem relação com o escândalo Odebrecht e se baseia em supostos delitos de tráfico de influências e lavagem de ativos.

Segundo as investigações do Ministério Público, Toledo é acusado de receber um suborno de 20 milhões de dólares da empresa brasileira para a construção da rodovia Interoceânica, que une o Pacífico ao Atlântico.