Ex-presidente peruano Fujimori permanecerá internado após cirurgia cardíaca

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O octogenário ex-presidente peruano Alberto Fujimori se recupera satisfatoriamente de um cateterismo cardíaco, mas ainda não se sabe quando deixará a clínica para voltar à prisão, informou nesta quarta-feira (6) sua filha e líder da oposição, Keiko Fujimori.

"Felizmente, até agora os boletins médicos são positivos. No entanto, é preciso ressaltar que se encontra em repouso absoluto na unidade de cuidados intermediários e ainda está em período de risco, mas com bom ânimo", disse a jornalistas a primogênita do ex-presidente (1990-2000).

Keiko Fujimori visitou o pai na clínica peruano-japonesa Centenário, para onde ele foi transferido nas últimas horas sob proteção policial, após ter sido operado na segunda-feira por especialistas na clínica El Golf.

"Entendo que ficará vários dias em cuidados intermediários", acrescentou a ex-candidata presidencial, que na segunda-feira tinha explicado que seu pai "teve um pré-infarto" e por isso precisou se submeter a um cateterismo para colocação de um stent em uma artéria com obstrução de 70%.

A saúde do ex-presidente deteriorou-se na sexta-feira, quando precisou ser transferido em caráter de urgência para a clínica Centenário da prisão em uma base da polícia no leste de Lima, onde é o único prisioneiro.

Fujimori, de 83 anos, cumpre desde 2007 pena de 25 anos de prisão pelos massacres em Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), onde um esquadrão da morte do Exército matou 25 pessoas - inclusive uma criança - em uma suposta operação antiterrorista durante seu governo.

Keiko Fujimori considerou, ainda, "cruel e mal-intencionado" que o governo de Pedro Castillo, que a derrotou nas últimas eleições presidenciais, pretenda trocar seu pai de prisão apesar de seu estado de saúde, alegando que está em uma "prisão dourada".

Em entrevista na semana passada à AFP, a líder opositora considerou que trocá-lo de prisão "visa atentar contra a vida do meu pai", em uma "vingança de um governo que abertamente simpatiza e tem vínculos com pessoas ligadas ao (grupo terrorista) Sendero Luminoso (SL)", o que o governo nega.

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