Ex-presidente de Rio das Pedras é condenado a nove anos de prisão por integrar milícia da região

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RIO — O ex-presidente de Rio das Pedras, Jorge Alberto Moreth, conhecido como Beto Bomba, foi condenado, na manhã desta sexta-feira, a nove anos de prisão por ser um dos integrantes da organização criminosa da milícia da região. Ele e Laerte Silva de Lima haviam sido denunciados pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MPRJ) na Operação Intocáveis, ocorrida em janeiro de 2019. O juiz do 4º Tribunal do Júri, Gustavo Kalil, anunciou também a decisão do conselho de sentença em condenar Laerte a sete anos e seis meses.

O Gaeco denunciou 13 pessoas pela Operação Intocáveis, sendo que um deles, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Adriano da Nóbrega, considerado o principal chefe da milícia de Rio das Pedras e da Muzema, não foi submetido ao tribunal do júri. Em fevereiro do ano passado, quando estava foragido, ele morreu numa suposta troca de tiros com policiais da Bahia, onde estava escondido. Dos demais réus, os últimos a serem condenados foram dois integrantes da Polícia Militar: o tenente reformado Maurício Silva da Costa, o Maurição, em agosto; e o major Ronald Paulo Alves Pereira, no mês passado. O primeiro foi condenado a 32 anos e seis meses de prisão por homicídio e organização criminosa. Já a pena do oficial chegou a 17 anos e seis meses de reclusão pelo último crime.

Também foram condenados pelo conselho de sentença do 4º Tribunal do Júri: Fabiano Cordeiro Ferreira, o Mágico; Daniel Alves de Souza; Manoel de Brito Batista, o Cabelo; e Fábio Campelo Lima. Fabiano, por executar a tiros Júlio de Araújo, morador da favela de Rio das Pedras, foi absolvido do assassinato. O crime ocorreu em setembro de 2015. Fabiano, no entanto, acabou sendo condenado a oito anos de reclusão pelo crime de organização criminosa. As penas dos demais foram: Daniel, a 6 anos e três meses; Manoel, a 17 anos; Fabio, a 14 anos. Ainda restam ser julgados, até o fim deste ano: Benedito Aurélio Ferreira Carvalho; Gerardo Alves Mascarenhas; Marcus Vinícius Reis dos Santos e Júlio Cesar Veloso Serra.

A Operação Intocáveis foi fruto das investigações do Gaeco e desencadeada em janeiro de 2019. Foi a primeira vez que integrantes do primeiro e segundo escalões da milícia de Rio das Pedras e Muzema foram presos, daí o nome de "intocáveis".

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