Ex-presidente sul-africano Jacob Zuma recusa entregar-se para ser preso

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O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, durante discurso em 4 de julho de 2021

O ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, condenado a 15 meses de prisão, negou-se a se entregar às autoridades, anunciou neste domingo (4) poucas horas antes do término do prazo imposto pela justiça.

"Não vejo nenhuma necessidade de ir para a cadeia hoje", disse ele, rindo, durante uma entrevista coletiva na cidade de Nkandla, na província de Kwazulu-Natal (leste).

Zuma foi condenado na terça-feira a 15 meses de prisão pelo Tribunal Constitucional, por se ter recusado a testemunhar em várias ocasiões no âmbito das investigações sobre a corrupção do Estado.

No sábado, o Tribunal aceitou um pedido do político para rever sua decisão - uma manobra para evitar ser preso - pelo menos até que uma nova audiência seja realizada, marcada para 12 de julho.

"Eles não podem aceitar os papéis e esperar que eu apareça na prisão", afirmou Zuma.

Ele tem até a noite deste domingo para se entregar na delegacia e, caso não o faça, a polícia tem ordem de detê-lo em no máximo três dias e levá-lo para a prisão.

Tecnicamente, esta nova audiência não suspende a sentença do Tribunal Constitucional, da qual não cabe recurso, segundo especialistas em direito constitucional.

"Mandar alguém para a prisão sem julgamento é uma farsa de justiça", declarou Zuma.

"Mandar-me para a prisão no auge de uma pandemia, na minha idade, equivale a condenar-me à morte", acrescentou.

Zuma é acusado de ter desviado dinheiro público durante seus nove anos no poder. Afetado pelos escândalos, ele foi forçado a renunciar.

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