Ex-presidente sul-africano Jacob Zuma compara seu julgamento aos da época do apartheid

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NKANDLA, África do Sul (Reuters) - O ex-presidente da África do Sul Jacob Zuma atacou neste domingo os juízes que nesta semana lhe deram uma pena de 15 meses de prisão por fugir de um inquérito de corrupção, comparando-os aos governantes do apartheid de minoria branca contra quem ele lutou.

Zuma falou em sua casa em Nklandla, em uma parte rural da província de Kwazulu Natal, onde centenas de seus apoiadores, alguns deles armados, se reuniram para evitar sua prisão.

"O fato de eu ter sido punido com uma pena de prisão punitiva sem julgamento deveria causar choque em todos aqueles que acreditam na liberdade e no Estado de direito", disse Zuma a jornalistas.

"A África do Sul está voltando rapidamente ao regime do apartheid."

O tribunal constitucional sentenciou Zuma na terça-feira por desacato ao tribunal por não comparecer a uma audiência em fevereiro do inquérito conduzido pelo vice-presidente do tribunal Raymond Zondo.

No sábado, o tribunal concordou em ouvir sua contestação à pena de prisão, suspendendo-a até depois de uma audiência em 12 de julho.

A sentença foi vista como um sinal de quão fundo Zuma, outrora reverenciado como um veterano da luta contra o regime de minoria branca, caiu desde que embarcou em uma presidência atormentada por múltiplos escândalos, inclusive de corrupção, entre 2009 e 2018.

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